- O ministro dos Transportes, Renan Filho, disse que não vale a pena para o caminhoneiro fazer greve neste momento, afirmando que não há movimento espontâneo, e que existem “gente com interesses difusos” e “políticos”.
- Grupos que representam caminhoneiros adiariam a paralisação por ao menos sete dias e vão se reunir novamente na próxima semana.
- O governo publicou medida provisória que endurece punições por descumprimento do piso mínimo do frete, prevendo multa de até R$ 10 milhões por operação em caso de reincidência.
- Renan afirmou que as medidas distensionaram a tensão com os caminhoneiros e que o preço do petróleo, agravado por conflitos externos, é um fator externo ao qual o país não pode ficar alheio.
- O pacote de Lula para o diesel, com redução de impostos e subsídio, tem impacto estimado de R$ 30 bilhões até 31 de dezembro de 2026; a ANTT passa a ter mais poderes para punir distribuidoras que retiverem estoques ou elevarem preços de forma abusiva.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que não vale a pena para o caminhoneiro entrar em greve neste momento. A declaração foi feita em meio a rumores de paralisação ligada ao piso do frete e ao aumento do combustível, com avaliações sobre o contexto externo de altas de petróleo.
Na quinta-feira, 19 de março de 2026, representantes de caminhoneiros de várias regiões decidiram adiar a paralisação por pelo menos uma semana. Eles devem se reunir novamente na próxima semana para redefinir a posição.
Ato do governo endurece regras do frete
O governo federal publicou uma medida provisória que aumenta as punições por descumprimento do piso mínimo do frete rodoviário de cargas. A norma prevê multa de até 10 milhões de reais por operação em caso de reincidência.
Segundo Renan Filho, a medida visa reduzir distorções no pagamento do frete e responsabilizar empresas que não respeitam a tabela. Ele ressaltou que a fiscalização da ANTT passa a ter maior alcance e que a reincidência pode levar ao cadastros de empresas e responsabilização de sócios.
Pacote para o diesel e impactos na economia
Em paralelo, o governo Lula apresentou um pacote para neutralizar o impacto da alta do diesel, com redução de impostos e subsídios projetados. O conjunto de ações estima um efeito de cerca de 30 bilhões de reais até o final de 2026.
A iniciativa também amplia a atuação da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) para punir distribuidoras que retiverem estoques ou elevarem preços de forma abusiva. O diesel é considerado estratégico, com reflexos diretos sobre o custo de transporte e o preço de itens como alimentos.
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