- Morreu na madrugada de quinta para sexta, entre os dias 19 e 20 de março, aos 78 anos.
- Conhecido como o “flying winemaker”, Rolland foi consultor de grandes propriedades de Bordeaux desde 1973.
- Criou, com a esposa Dany, um laboratório de análises que ajudou vinicultores a adaptar os vinhos aos terroirs; expandiu-se globalmente, incluindo atuação nos Estados Unidos.
- Contribuiu para moldar o perfil dos tintos de Bordeaux em parceria com o crítico Robert Parker, com foco na maturidade das uvas; ficou conhecido mundialmente e participou do documentário Mondovino (2004).
- A Rolland & Associés, empresa que chefiava, trabalha com 230 vinhedos em 16 países; em 2020 iniciou retirada gradual do negócio, passando o comando a Julien Viaud.
Michel Rolland, o enóloges mais reconhecido de Bordeaux, morreu na noite de 19 para 20 de março, aos 78 anos, de crise cardíaca. A informação foi confirmada pela família e por fontes da indústria do vinho.
Ao longo de mais de cinco décadas, Rolland moldou o conceito de “flying winemaker”, consultando grandes propriedades e orientando o estilo de vinhos. Seu laboratório, fundado com a esposa Dany, recebia dezenas de milhares de amostras para análise.
O impacto internacional foi considerável: Rolland expandiu atividades para os Estados Unidos e outros mercados, contribuindo para perfis aromáticos, madeira e expressão de terroirs. Sua atuação aparece, inclusive, em debates sobre padronização e globalização do vinho.
Legado e carreira
Entre os nomes que o procuravam estavam Angélus, Pavie, Smith Haut Lafitte e Beauregard, além de influência no Malbec argentino. Em 2020 iniciou a passagem gradual de liderança para Julien Viaud, com a empresa Ro lland & Associés atendendo 230 domaines em 16 países.
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