- A patente da semaglutida, ativo de Ozempic e Wegovy, expirou nesta sexta-feira (20), abrindo espaço para fabricantes-gerentes produzirem versões genéricas.
- Com a retirada da exclusividade, espera-se aumento da oferta, maior disponibilidade e possible redução de preços no mercado.
- O presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia explica que o fim da patente não é “quebra”, mas expiração do prazo de exclusividade, autorizando novas fabricantes.
- A mudança pode ampliar o acesso ao medicamento, inclusive com possibilidade de distribuição pelo sistema público (SUS), além de melhorar o abastecimento.
- Há alerta para uso sem orientação médica, ressaltando que o medicamento exige prescrição, fabricação por empresas registradas e compra apenas em locais autorizados.
A patente da semaglutida, ativo de Ozempic e Wegovy, expirou nesta sexta-feira, 20. Com o fim da exclusividade, fabricantes podem produzir versões genéricas das canetas usadas no tratamento do diabetes tipo 2 e, também, para emagrecimento.
A mudança pode ampliar a oferta, aumentar a disponibilidade e reduzir preços. A expectativa é de melhoria no acesso ao medicamento, com maior competição no mercado.
Conforme Newton Dornelas, presidente da SBEM, não se trata de quebra de patente, e sim de expiração do prazo de exclusividade. A distinção é importante para entender o marco regulatório.
Ele ressalta que o impacto vai além do custo, influenciando a disponibilidade. Em alguns momentos houve falhas de abastecimento por uso fora de indicação, o que pode melhorar com mais opções no mercado.
A possibilidade de distribuição pelo SUS também é mencionada. Dornelas aponta que o acesso via o estado pode ampliar o alcance do tratamento.
Implicações para o acesso e o sistema público
O cenário levanta alertas sobre uso sem orientação médica. Mesmo com preços menores, há risco de uso inadequado, algo observado durante o período de exclusividade.
Segundo o presidente da SBEM, a prescrição continua obrigatória. Produtos devem ser fabricados por empresas registradas e comercializados em locais autorizados para garantir segurança ao paciente.
Perspectivas e próximos passos
Especialistas avaliam que a maior competitividade pode reduzir o custo unitário por meio de concorrência entre fabricantes. A percepção é de maior disponibilidade de opções terapêuticas.
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