- A dívida das famílias representa cerca de 29% da renda desde outubro, com 10,38% sendo juros e 18,81% amortização do principal (recorde no período).
- A inadimplência subiu para 6,9% entre o fim de 2023 e janeiro de 2024, contra 5,6% no mesmo período do ano anterior, impactando mais quem tem menor renda.
- O cartão de crédito rotativo lidera a inadimplência, com 63,5% em janeiro, seguido pelo cheque especial (16,5%) e crédito parcelado no cartão (13%).
- Em termos anuais, empréstimos rotativos cresceram 31,2%, crédito parcelado 18,3% e uso do cheque especial 13,8%.
- O Banco Central criou limite para encargos no crédito rotativo do cartão: juros e taxas não podem ultrapassar 100% do valor original da dívida (exemplo: uma dívida de R$ 100 não pode reduzir para R$ 200 com encargos).
O endividamento das famílias brasileiras atingiu o maior nível dos últimos 20 anos, segundo dados do Banco Central. Desde outubro, as famílias comprometem, em média, 29% da renda com dívidas, num patamar recorde para o período.
Desse montante, 10,38% correspondem ao pagamento de juros, enquanto 18,81% vão para a amortização do principal. A leitura aponta pressão maior sobre famílias de baixa renda, que recorrem com mais frequência a crédito com juros elevados.
A inadimplência também avançou. Entre o fim de 2024 e janeiro de 2025, 6,9% dos consumidores tinham pagamentos atrasados, ante 5,6% no mesmo período do ano anterior. O ritmo é mais intenso entre os menos favorecidos.
O cartão de crédito rotativo lidera os índices de inadimplência, com 63,5% em janeiro. O cheque especial responde por 16,5% e o crédito parcelado no cartão, 13%. Em comparação anual, empréstimos rotativos cresceram 31,2%.
O uso de crédito também mostra dinamismo: o crédito parcelado subiu 18,3% e o cheque especial, 13,8%. O BC adiciona que o desempenho varia conforme modalidade e perfil de renda, influenciando decisões de consumo e poupança.
Medidas sobre o crédito rotativo
A revista Oeste informou que o BC estabeleceu um limite para encargos no crédito rotativo do cartão. Segundo a regra, juros e taxas não podem ultrapassar 100% do valor original da dívida, mantendo o teto de entre 100% e 100% da dívida.
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