- Petrobras não tem mudança de preço do diesel prevista para os próximos dias, segundo fontes da empresa.
- A estatal pretende não repassar automaticamente volatilidades geopolíticas ao consumidor, mesmo com pressão de importadores.
- O Brent caiu mais de 10% nesta segunda-feira, após falas do presidente dos EUA, enquanto o diesel tinha subido 11,6% em 14 de março.
- A ANP apontou situação excepcional de risco no abastecimento nacional, com retração da oferta importada e pressão sobre a demanda.
- O governo discute redução de ICMS sobre combustíveis; a Petrobras opera com usinas em plena capacidade e atende 70% do mercado interno, com possibilidade de taxação à exportação de petróleo.
A Petrobras não planeja, no curto prazo, reajuste no preço do diesel, mesmo com a continuidade da guerra e a volatilidade do petróleo. A estratégia é não repassar automaticamente choques geopolíticos aos consumidores brasileiros, segundo fontes da empresa.
As fontes ressaltam que o equilíbrio entre preço interno e cotação externa segue sendo prioridade para proteger os acionistas, sem penalizar o consumidor. O monitoramento é constante, mas não há decisão tomada.
A volatilidade do petróleo segue apontando sinais de instabilidade. O Brent chegou a recuar mais de 10% ao meio-dia, após declarações sobre um possível atraso em ações militares no Irã.
Contexto recente de preços
Em 14 de março, a Petrobras elevou o diesel em 11,6%, após medidas do governo para mitigar impactos sobre o Brent e derivados. Importadores afirmam que a defasagem chegou a superar 80% antes da queda recente.
A lógica de preços da estatal não obriga interiorização imediata de variações, mesmo em momentos de choque de oferta. O modelo se mantém desde o início do conflito entre EUA-Israel e Irã.
Cenário regulatório e econômico
Especialistas indicam que o consumo brasileiro intenso e a redução da oferta importada elevam a complexidade do ajuste. A ANP classificou o abastecimento como situação excepcional de risco, citando retração de oferta e pressão sobre a demanda interna.
A ANP também cobra ampliação da oferta de combustíveis, enquanto o governo discute reduções de tributos sobre combustíveis e a taxação de exportação de petróleo. O efeito financeiro direto depende da relação entre subida do petróleo e arrecadação de exportação.
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