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Agtechs chegam a 2.075 no Brasil e expandem atuação além do eixo tradicional

Radar Agtech Brasil 2025 aponta 2.075 startups, com expansão regional e maior atuação nas fazendas, sinalizando amadurecimento do setor.

Sexta edição do Radar Agtech Brasil, elaborado por Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens
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  • Em 2025, o Brasil tinha 2.075 agtechs, aumento de 5% em relação a 2024, segundo o Radar Agtech Brasil.
  • Foram mapeados 390 ambientes de inovação no país, com a região Sul concentrando 37,18% (PR, SC, RS) e o Sudeste 32,82%.
  • A concentração regional permanece: Sudeste e Sul somam 79% das agtechs; Norte, Nordeste e Centro-Oeste juntas respondem por 21%.
  • A maior parte das empresas atua dentro da fazenda (41,1%), seguida por soluções de pós-produção (40,5%), indicando maior proximidade com o produtor.
  • O uso de inteligência artificial é proeminente, com 83% das agtechs adotando a tecnologia em processos ou produtos, e 35% com IA como base do modelo de negócio.

O número de agtechs brasileiras chegou a 2.075 em 2025, segundo o Radar Agtech Brasil, sexta edição realizada por Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens. O crescimento foi de 5% frente a 2024, em um contexto de maior maturidade tecnológica e mudanças na captação de recursos. O levantamento foi apresentado durante o Radar Agtech Summit, em São Paulo, na última terça (24).

O estudo acompanha ambientes de inovação, dados territoriais, tecnológicos e financeiros do agro. Em 2025 foram mapeados 390 ambientes no Brasil, com a Região Sul concentrando 37,18% das estruturas, principalmente no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O Sudeste responde por 32,82%.

Panorama regional e stakes de atuação

No Sul, o repasse de incubadoras ganhou impulso, com participação expressiva do Rio Grande do Sul, ligado a ações do governo estadual voltadas a fases iniciais da inovação. Universidades estaduais ajudam a formar novas empresas, segundo o levantamento.

O Sudeste abriga a maior quantidade de hubs, aceleradoras e ecossistemas com governança estruturada, sinalizando estágio mais avançado de desenvolvimento e foco em conexão com capital e aceleração de negócios.

Entre 2019 e 2021 houve expansão acelerada de ambientes de inovação e captação de fundos. Em 2025, o ritmo mais moderado indica consolidação de modelos de negócio e maior seletividade na aplicação de recursos. As estruturas mais organizadas permanecem ativas.

A concentração regional continua relevante: Sudeste e Sul somam 79% das agtechs, com 55,2% no Sudeste e 23,7% no Sul. Ainda assim, as regiões ganham espaço, aproximando as startups de áreas produtivas. Norte, Northeast e Centro-Oeste passam a ter participação maior.

Mobilidade geográfica e áreas de atuação

Estados fora do eixo tradicional registram novidades: Amazonas aparece com 17 agtechs, Goiás com 15 e Mato Grosso com 14. Minas Gerais e Rondônia registraram os maiores incrementos, cada um com 13 novas empresas. Rio Grande do Sul e outros passaram por retração.

No conjunto, a maior parte das agtechs opera dentro da fazenda, respondendo por 41,1% das atividades, seguida por soluções de pós-produção, com 40,5%. A proximidade com o produtor rural é considerada evidência de aplicação prática das tecnologias.

Entre as áreas, alimentos inovadores e tendências alimentares concentram 15% das startups, sistemas de gestão de propriedades 8% e plataformas de dados 7,5%. O uso de tecnologias digitais é previsto em amplo percentual: 83% adotam IA em processos ou produtos, e 35% têm IA como base do modelo de negócio.

Investimentos e conjuntura de mercado

O relatório aponta uma mudança na dinâmica de investimentos, com cenário de captação mais restrito nos últimos anos. As agtechs passam a estruturar negócios com foco maior em eficiência e rentabilidade desde estágios iniciais, reforçando estratégias de viabilidade financeira.

Além dos dados quantitativos, o estudo traz iniciativas de inovação aberta e experiências de incentivo público à inovação regional. A edição de 2025 passa a ser disponibilizada em inglês e espanhol.

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