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Alta do IOF amplia arrecadação do governo Lula em 41,8%

Alta das alíquotas do IOF eleva a arrecadação do governo para R$ 16,8 bilhões no 1º bimestre, alta de 41,8% ante o mesmo período de 2025

A arrecadação federal com o IOF totalizou R$ 16,8 bilhões no 1º bimestre
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  • A arrecadação federal com o IOF somou R$ 16,8 bilhões no 1º bimestre de 2026, alta de 41,8% frente ao mesmo período de 2025.
  • Em fevereiro, o IOF foi de R$ 8,7 bilhões, com crescimento real de 35,7% em relação a fevereiro de 2025.
  • A alta ocorre por causa do Decreto 12.499/25, que ampliou a base de incidência e as alíquotas em operações específicas.
  • O IOF incide sobre operações de crédito, câmbio, seguros e alguns investimentos de curto prazo.
  • A arrecadação federal total em fevereiro ficou em R$ 222,1 bilhões, recorde mensal, e no 1º bimestre chegou a R$ 550,1 bilhões, ambos recordes históricos.

A contribuição do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) segue como destaque da Receita Federal neste início de 2026. No 1º bimestre, a arrecadação total com o tributo chegou a 16,8 bilhões de reais, alta de 41,8% frente ao mesmo período de 2025. O aumento é attribuído à elevação das alíquotas definidas pelo Decreto 12.499/25, que ampliou a base de incidência.

De acordo com o Fisco, a mudança tributária alcançou operações específicas, refletindo na composição da receita. O resultado ajuda a manter o caixa da União em meio a menor impulso de tributos ligados ao comércio exterior. A série histórica de arrecadação com IOF começou em 1995, com novo recorde no início de 2026.

Em fevereiro, o IOF faturou 8,7 bilhões de reais, equivalente a um crescimento real de 35,7% ante fevereiro de 2025. O imposto incide sobre crédito, câmbio, seguros e investimentos de curto prazo, atingindo pessoas físicas e jurídicas.

Contexto e histórico

Em 22 de maio de 2025, o então ministro da Fazenda anunciou o aumento das alíquotas do IOF, projetando receitas adicionais para 2025 e 2026. No dia seguinte, houve revogação de parte do decreto para reduzir impactos sobre investimentos, o que impactou a arrecadação projetada.

O conjunto de mudanças provocou reação de agentes e, em junho, a Câmara aprovou proposta que derrubava o decreto. O governo disputou a decisão judicial e, em decisão do STF, o governo manteve o aumento, com veto parcial em itens específicos. A discussão seguiu ao longo do semestre, com ajustes subsequentes.

No balanço de 2025, o IOF fechou em 86,5 bilhões de reais, com alta de aproximadamente 20,5% ante 2024. Já a arrecadação federal totalizou 222,1 bilhões de reais em fevereiro de 2026, índice recorde para o mês. O resultado do 1º bimestre de 2026 aponta alta de 4,4% em relação a igual período de 2025, já descontada a inflação.

Panorama fiscal

O governo trabalha para cumprir a meta fiscal de 2026, fixada em superávit primário de 34 bilhões de reais, ou 0,25% do PIB. O orçamento prevê saldo positivo próximo a 34,5 bilhões, com margem de tolerância de até 0% do PIB. A arrecadação acumulada no período de janeiro a fevereiro chegou a 550,1 bilhões de reais, valores ajustados pela inflação e superiores aos de 2025.

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