- A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou requerimento para retirar o sigilo da auditoria do Tribunal de Contas da União sobre o Banco Master.
- O TCU havia congelado o andamento do processo.
- O presidente da CAE, senador Renan Calheiros, afirmou que todo o trabalho de investigação será divulgado, exceto dados com sigilo legal, como transações bancárias, conversas de telefone e informações pessoais.
- A auditoria analisa a atuação do Banco Central na liquidação extrajudicial do banco, com relatórios técnicos e alertas internos que teriam sido ignorados.
- Nos bastidores, a quebra do sigilo é vista como ofensiva política para pressionar o BC a prestar esclarecimentos; representantes do BC defendiam manter o sigilo para evitar instabilidade no mercado.
O Senado aprovou nesta terça-feira 24.mar.2026 a quebra do sigilo de uma auditoria do TCU sobre o Banco Master. A análise investiga a atuação do Banco Central na liquidação extrajudicial do banco. O processo estava suspenso por segredo de justiça.
A auditoria do TCU, que estava sob sigilo, passa a ficar acessível aos integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Serão disponibilizados relatórios técnicos, incluindo movimentação patrimonial e alertas de controles internos. O objetivo é esclarecer falhas identificadas no acompanhamento da instituição financeira.
O autor do requerimento foi o próprio presidente da CAE, senador Renan Calheiros. Ele afirmou que o conteúdo ficará público, com exceção de dados protegidos por lei, como transações bancárias e informações pessoais.
Mudança de sigilo e desdobramentos
A decisão ocorre no contexto da liquidação extrajudicial do Banco Master, ligada a Daniel Vorcaro. A medida pode ampliar o escrutínio sobre a atuação do BC e recentes decisões regulatórias relacionadas ao caso.
Fontes próximas ao debate informalmente apontam que a quebra de sigilo é vista como instrumento de pressão política para obter esclarecimentos detalhados do BC pelo Legislativo. Representantes do BC, por sua vez, defendem manter o sigilo para evitar impactos no mercado.
O TCU já havia congelado o andamento do processo sobre o Master, e agora o andamento pode ser retomado com o acesso ampliado aos relatórios técnicos. A avaliação é de que o conteúdo poderá subsidiar futuras apurações no Congresso.
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