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Chile anuncia reajuste de até 54% em combustíveis e provoca corrida aos postos

Chile aumenta preços de combustíveis em até 54% a partir de quinta, elevando inflação esperada e provocando corrida aos postos de gasolina

Vista de Santiago: consumidores começarão a sentir o impacto a partir de 26 de março.
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  • O Chile anunciará, ainda nesta semana, reajuste de até 54% nos preços de combustíveis a partir de quinta-feira (26), com o MEPCO voltando a operar após o aumento.
  • Gasolina comum 93 octanas deve subir cerca de 44% (aproximadamente 370 pesos por litro) e gasolina de 97 octanas, 41%; o diesel avança cerca de 54% (cerca de 580 pesos por litro).
  • O anúncio elevou as expectativas de inflação para o próximo ano, que passaram a ser de 4,73%, acima da meta de 3% do Banco Central.
  • O governo implementará medidas para atenuar o impacto, como subsídio mensal a taxistas, congelamento de tarifas de ônibus em Santiago, manutenção de preços do querosene para famílias de baixa renda e crédito para converter táxis para elétricos.
  • Para financiar as ações, haverá suspensão de pelo menos seis meses de um benefício fiscal para compras de combustível industrial, afetando mineração e agricultura; o governo também encara possível protesto e pressão política.

A decisão de reajuste envolve o esperado aumento nos preços dos combustíveis no Chile. O governo do recém-empossado presidente José Antonio Kast anunciou que os preços podem subir até 54% a partir da quinta-feira, 26 de março, em meio à alta do petróleo. O objetivo é ajustar o mecanismo de estabilização MEPCO, que voltará a operar normalmente após o reajuste, segundo o ministro da Fazenda, Jorge Quiroz.

A medida ocorre pouco antes da reunião do Banco Central, que pode adiar um corte de juros diante dos custos de energia. O mercado já precifica alta adicional nos próximos meses, pressionando o crescimento econômico de um país que depende de importação de grande parte de seus combustíveis. Consumidores passaram a buscar abastecimento antecipado, temendo desabastecimento caso haja atrasos na reposição de estoques.

Os impactos de curto prazo já aparecem nos preços ao consumidor. A gasolina comum 93 octanas deve subir cerca de 44% no atacado, equivalente a aproximadamente 370 pesos por litro, enquanto a gasolina 97 octanas deve aumentar em torno de 41%. O diesel, amplamente utilizado no transporte pesado, pode ter alta de cerca de 54%, com queda de 580 pesos por litro.

Mudança de cenário

A disparada dos preços elevou as expectativas de inflação para um ano a 4,73%, acima da meta de 3% do Banco Central. A mudança ocorre poucas semanas após a posse de Kast e pode provocar protestos e reação de setores afetados. A Confederação Nacional dos Proprietários de Caminhões afirmou que avalia medidas a seguir, citando a necessidade de respostas políticas.

O governo também anunciou medidas compensatórias para atenuar o impacto em alguns setores, incluindo subsídio mensal a taxistas, congelamento de tarifas de ônibus em Santiago, apoio ao transporte regional e manutenção de preços baixos para o querosene. Além disso, será concedido crédito para taxistas convertidos a veículos elétricos.

Para financiar tais medidas, o governo suspenda, por pelo menos seis meses, um benefício fiscal aplicado a compras de combustível industrial, atingindo setores como mineração e agricultura. Economistas estimam impactos no custo de energia e na inflação, com possíveis efeitos no consumo e no crescimento.

O governo enviou ao Congresso o projeto que inclui o controle de preços do querosene. A medida busca manter o fornecimento estável, mas adiciona pressão sobre o orçamento público. Analistas destacam que o desempenho fiscal de Kast ficará sob monitoramento diante do choque de preços internacionais.

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