- Governo propõe subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado, dividido entre União (R$ 0,60) e estados (R$ 0,60).
- A medida tem caráter emergencial e vale até 31 de maio; o gasto fiscal total estimado é de R$ 3 bilhões, ou R$ 1,5 bilhão por mês.
- Governos estaduais devem enviar resposta até sexta-feira, 27 de maio, durante a reunião do Confaz em São Paulo.
- A proposta surge após resistência dos governadores em zerar o ICMS sobre o diesel importado, buscando rapidez sem renúncia fiscal.
- A medida se soma ao subsídio de R$ 0,32 por litro já anunciado para produtores e importadores; o contexto externo aponta alta do petróleo e tensões no Oriente Médio.
A equipe econômica apresentou uma nova proposta aos estados para conter a alta do diesel após resistência dos governadores em zerar o ICMS sobre a importação do combustível, anunciando nesta terça-feira o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A ideia é manter o imposto, mas criar uma subvenção de 1,20 por litro importado, dividida entre União e estados.
Segundo o modelo, o pagamento fica assim: R$ 0,60 pela União e R$ 0,60 pelos estados. Durigan destacou que a linha de subvenção permite resposta mais rápida aos efeitos da guerra no Oriente Médio e evita a renúncia fiscal direta do ICMS. A medida tem caráter emergencial.
Detalhes da proposta e prazo
A proposta é válida até 31 de maio e, segundo a Fazenda, o impacto fiscal total estimado é de R$ 3 bilhões, equivalente a R$ 1,5 bilhão por mês. O governo espera retorno dos estados até sexta-feira, 27, durante reunião do Confaz em São Paulo. Governos estaduais produtores de petróleo podem compensar parte do custo com ganhos de receita.
Durigan afirmou que as ações já anunciadas continuam valendo e que a nova frente busca reduzir o efeito da alta dos combustíveis sem exigir renúncia de arrecadação dos estados. Ele ressaltou que alguns estados devem ganhar com o incremento de receitas do petróleo, ajudando na compensação.
Ações paralelas e cenário externo
Além do subsídio, o governo já havia anunciado, no dia 12, um subsídio de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores, que deve ser repassado ao consumidor final. O governo atribui a alta recente do diesel ao aumento do petróleo no mercado internacional, influenciado por tensões no Oriente Médio.
Outras medidas estão em análise, incluindo possível redução de tributos sobre o biodiesel, conforme a evolução do cenário global.
Entre na conversa da comunidade