- A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou que a década atual foi a mais quente desde o início dos registros, com o aquecimento global impactando a economia e o dia a dia das pessoas.
- O relatório configura inflação climática, destacando que reservatórios de hidrelétricas na região central do Brasil ficam abaixo da média, forçando o uso de termoelétricas com custo maior para o consumidor.
- A produção de alimentos também é prejudicada pela estiagem ou por excesso de chuva, elevando os preços e comprimindo a oferta.
- As principais causas são queima de combustíveis fósseis e desmatamento; no Brasil, queimadas são a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa.
- O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, pediu acelerar a transição para energia renovável, ressaltando a vulnerabilidade global à dependência de combustíveis fósseis.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou, nesta segunda-feira (23), um relatório que aponta que a Terra atravessa hoje a década mais quente já registrada. A divulgação ocorreu pela ONU, reforçando a ligação entre aquecimento global e impactos na sociedade. A análise é de Pedro Côrtes, apresentada no CNN Novo Dia. O relatório mostra que o aquecimento é uma tendência persistente, com consequências observadas ano a ano.
O documento destaca impactos diretos na economia, associando o aquecimento ao rastro inflacionário conhecido como inflação climática. No Brasil, reservatórios hidrelétricos da região central operam abaixo da média histórica, reduzindo a geração de energia e elevando o uso de termelétricas, com custos maiores que finish na conta dos consumidores. A produção de alimentos também sofre em função de estiagens ou de chuvas intensas.
Entre as causas, o relatório aponta queima de combustíveis fósseis e desmatamento como principais vetores do aumento de emissões. No Brasil, as queimadas são destacadas como contribuição relevante para o aquecimento global. O secretário-geral da ONU, António Guterres, chama a atenção para a vulnerabilidade global diante da dependência de combustíveis fósseis e enfatiza a urgência de acelerar a transição para energia renovável.
O estudo da OMM também aponta eventos extremos como inundações, secas prolongadas e ondas de calor, com impactos que incluem mortes e deslocamentos em várias regiões. A necessidade de políticas climáticas mais eficazes é ressaltada, visando reduzir riscos econômicos e sociais derivados do clima mais extremo.
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