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Abicom diz que Petrobras precisa atualizar preços dos combustíveis

Abicom alerta que defasagem de até R$ 2,68 no diesel eleva risco de desabastecimento, com impacto variável por região

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  • Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) afirma que o diesel brasileiro apresenta defasagem de até R$ 2,68 por litro em relação ao mercado internacional, deixando o preço nas refinarias cerca de 74% mais baixo.
  • A diferença de preços gera preocupação com desabastecimento, já que o Brasil importa aproximadamente 30% do diesel consumido internamente.
  • Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste ficam mais vulneráveis, com maior dependência de diesel importado e de produção pelas refinarias privadas.
  • Março está com abastecimento garantido por negociações anteriores à guerra na Ucrânia; porém, abril é mais preocupante, com nearly 60% de queda nas importações ante o mesmo período do ano passado, segundo a ANP.
  • A Abicom classifica as medidas do governo como insuficientes e cobra alinhamento de preços da Petrobras ao mercado internacional; sugere subsídio temporário público para amenizar o impacto aos consumidores.

O diesel brasileiro abriu a semana com preço significativamente abaixo do praticado no exterior, registrando defasagem de até 2,68 por litro. A diferença corresponde a uma vantagem de cerca de 74% em relação ao mercado internacional, o que preocupa pelo abastecimento do combustível no país.

Segundo Sérgio Araújo, presidente da Abicom, essa defasagem é provocada por uma prática de preço artificial nas refinarias da Petrobras. A situação pode gerar riscos para abastecimento, já que o Brasil importa parte relevante do diesel consumido internamente.

Desafios regionais

A Abicom aponta que Norte, Nordeste e Centro-Oeste enfrentam maior vulnerabilidade, por dependerem mais de diesel importado e de refinarias privadas. Essas regiões começam a sentir impactos com maior elevação de preços e maior risco de desabastecimento.

Perspectivas de curto prazo

De acordo com Araújo, março ainda apresenta abastecimento estável, pois as negociações de importação ocorreram antes da guerra na Ucrânia. Em abril, porém, a tendência é de maior vulnerabilidade, com queda nas importações observada pela ANP.

Medidas e propostas

Em relação às ações do governo, as medidas anunciadas, como um subsídio de até 1,20 por litro dividido entre Estados e União, não devem resolver o problema. A estimativa é de defasagens em torno de 2,60 a 2,70 reais por litro.

Caminho sugerido

A Abicom defende que a Petrobras alinhe seus preços aos do mercado internacional para evitar prejuízos financeiros e impactos no abastecimento. Ainda, a entidade sugere um subsídio temporário para consumidores, financiado com recursos públicos, como royalties em momentos de alta do petróleo.

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