- Agroconsult elevou a previsão da safra de soja 2025/26 do Brasil para 184,7 milhões de toneladas, um recorde, com ganho de produtividade sendo mais relevante que o aumento de área, que ficou em 49,1 milhões de hectares.
- A produtividade prevista é de 62,7 sacas por hectare, e a área plantada teve alta de 0,6% em relação à estimativa anterior, chegando a máxima histórica.
- Aproximadamente 1.700 lavouras foram avaliadas em 14 estados e o Rally da Safra percorreu mais de 60 mil quilômetros; a safra teve incremento de 11,5 milhões de toneladas, sendo 8 milhões por produtividade e 3,5 milhões pela área.
- Mato Grosso e Bahia aparecem como destaques; Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul também mostraram recuperação em relação à temporada anterior. MT deve produzir 51,3 milhões de toneladas, com produtividade de 66 sacas por hectare; RS projeta pouco acima de 48 sacas/ha, com produção abaixo de 20 milhões de toneladas.
- A Agroconsult mostra estoques finais de soja em 14 milhões de toneladas, ante 9,5 milhões estimados pela Conab, e aponta área maior que a Conab em 645 mil hectares, além de produtividade superior.
- Milho segunda safra também é estimado em queda de 7,6% para 114,5 milhões de toneladas, com área de 18,5 milhões de hectares; o volume total de milho no país fica em cerca de 141,6 milhões de toneladas, dependendo do clima em abril e maio.
A Agroconsult elevou a previsão para a safra de soja do Brasil em 2025/26 para 184,7 milhões de toneladas, um recorde e alta de 6,7% sobre o ciclo anterior. O ajuste reflete ganhos de produtividade mais relevantes que o aumento de área plantada, conforme a expedição técnica Rally da Safra.
A área total subiu a 49,1 milhões de hectares, frente a 48,8 milhões estimados anteriormente. A elevação representa um ganho de 0,6%. Em relação a 2024/25, houve incremento de 1 milhão de hectares, ou 2,08%.
Com cerca de 1.700 lavouras avaliadas em 14 estados e mais de 60 mil quilômetros percorridos, a Agroconsult revisou a produtividade nacional para 62,7 sacas por hectare, ante 62,5 sacas na previsão de março. O salto é de 4,6% frente à safra passada.
Das 11,5 milhões de toneladas de ganho anual da safra, 8 milhões vieram de maior produtividade e 3,5 milhões, de alta na área cultivada. Mato Grosso permanece como maior produtor; Bahia também se destaca. Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul tiveram recuperação em relação à temporada anterior.
Com a colheita finalizada, Mato Grosso deve produzir 51,3 milhões de toneladas, mantendo 66 sacas por hectare de produtividade. O estado fica acima da estimativa da Argentina, terceiro maior produtor global, segundo a Agroconsult.
No início do Rally da Safra, Lavouras precoces de MT indicavam alto potencial, mas o excesso de chuvas em fevereiro elevou preocupações com qualidade e peso dos grãos. Dados finais mostram desempenho estável, com produtividade elevada sustentada por maior rendimento por hectare, segundo Debastiani.
O Rio Grande do Sul teve desempenho abaixo de anos anteriores, apesar de não ter feito uma safra tão ruim. Com apenas 11% da área colhida, a produtividade gaúcha passou de 52 para mais de 48 sacas por hectare, apresentando melhoria em relação ao Fevereiro, mas mantendo a projeção de produção abaixo de 20 milhões de toneladas.
Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Bahia registraram recordes de produtividade, contribuindo para o crescimento nacional. A agroconsultoria aponta divergência com a projeção da Conab de março, que indicou 177,85 milhões de toneladas. A Agroconsult projeta área 645 mil hectares superior e produção maior por produtividade, elevando o total.
Debastiani adverte que a situação é um sinal de alerta para o mercado, já que a Agroconsult estima estoques finais de 14 milhões de toneladas, enquanto a Conab projeta queda para 9,5 milhões.
Milho
A Agroconsult também estima queda de 7,6% na colheita da segunda safra do milho 2025/26, para 114,5 milhões de toneladas, diante de produtividades menores. A segunda safra, dominante na produção do cereal, está com plantio próximo do fim, mas depende do clima para o desenvolvimento.
O que vai definir o potencial produtivo é o comportamento climático em abril. Modelos divergem: o europeu aponta chuvas mais consistentes, o americano sugere volumes abaixo da média, aumentando a incerteza.
A área da segunda safra é prevista em 18,5 milhões de hectares, crescimento de 2,5% frente ao ciclo anterior. A produtividade permanece em tendência de redução, seguindo bons resultados do ciclo anterior.
Com base nos resultados da primeira safra, a produção total de milho do Brasil fica estimada em 141,6 milhões de toneladas, abaixo do recorde de 151 milhões de 2024/25. Debastiani ressalta que o resultado depende do clima da segunda safra.
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