- A CNMC decidiu arquivar as ações contra BP, Cepsa (atual Moeve) e Repsol, encerrando o inquérito sobre supostos aumentos de preço em 2022 durante a inflação.
- As denúncias, apresentadas pela AESAE e pela ACIH, alegavam abuso de posição dominante e práticas colusórias para ampliar quotas de mercado em meio ao aumento de preços dos combustíveis.
- A prática alegada incluía elevar preços de venda no atacado para postos independentes e aplicar descontos a clientes no varejo por meio de programas de fidelidade; não houve indícios de intercâmbio de informações ou de concertação entre as companhias.
- A CNMC aponta que BP e Cepsa souberam das políticas de desconto da Repsol por meio de canais públicos e que sofreram queda de clientes, parte deles captados pela Repsol.
- Em processo sancionador separado, concluído em janeiro de 2026, a CNMC já havia multado a Repsol em 20,5 milhões de euros por abuso de posição dominante no mercado de distribuição atacadista de combustíveis e por campanha de descontos no varejo.
A CNMC encerrou um capítulo aberto desde o início da guerra na Ucrânia. A agência reguladora decidiu arquivar o processo contra BP, Cepsa (Moeve) e Repsol por suposto abuso de posição de mercado em 2022, durante a onda inflacionária. Não houve instauração de sanção.
As denúncias foram apresentadas por AESAE e ACIH, em 2022, alegando práticas de cartel para aumentar quotas de mercado ante o aumento de preços de combustíveis. Segundo as queixas, as companhias teriam elevado o preço de venda no atacado às redes independentes e aplicado descontos aos clientes no varejo por meio de programas de fidelidade.
A CNMC afirma que não encontrou indicios de intercâmbio de informações nem de concertação entre Repsol, Cepsa e BP. Também aponta que não houve uma posição de domínio coletiva entre as três empresas, considerando que Repsol possuía maior capacidade de refino e participação de mercado robusta.
Não houve intercâmbio de informações, diz CNMC
A autoridade sustenta que BP e Cepsa tomaram conhecimento das políticas de desconto da Repsol por meio de canais públicos, e não por acordos. A novela envolve impactos na base de clientes, com perdas para as duas companhias, que teriam sido atingidas pela estratégia da concorrente.
A CNMC ressalta ainda que, em 2022, Repsol apresentava maior capacidade de refino e maior quota de mercado, o que afastaria a análise de atuação conjunta como entidade econômica única. A conclusão sinaliza fim do procedimento sem sanção nesse caso específico.
Foi mencionado que, em procedimento sancionador distinto, concluído em janeiro de 2026, a CNMC puniu a Repsol com 20,5 milhões de euros. A infração envolveu abuso de posição de domínio no mercado maiorista de combustíveis para distribuição a postos.
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