- O CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis, é alvo da operação da Polícia Federal contra uma organização criminosa que atua em fraudes na Caixa Econômica Federal, com prejuízos estimados acima de 500 milhões de reais.
- A investigação apura que o grupo utilizava empresas de fachada e funcionários de instituições financeiras para abrir saques e transferências indevidas, ocultando recursos ilícitos.
- A PF cumpre 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, com bloqueio de bens até 47 milhões de reais.
- Também foram autorizadas quebras de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas e 172 empresas para rastrear ativos.
- O grupo, que tentou comprar o Banco Master, pode responder por organização criminosa, estelionato, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e crimes contra o sistema financeiro, com penas que somadas podem superar cinquenta anos.
O CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis, está entre os alvos de uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta quarta-feira, 25, contra uma organização criminosa envolvida em fraudes bancárias na Caixa Econômica Federal. Os prejuízos podem superar 500 milhões de reais.
Segundo apuração da CNN Brasil, Góis é alvo de mandado de busca. A PF investiga uma estrutura criminosa que cooptava funcionários de instituições financeiras e utilizava empresas de fachada para movimentar recursos ilícitos.
A ação teve início em 2024, quando foram identificados indícios de um esquema articulado para obter vantagens ilícitas. Ao todo, são cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva na operação, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo e envolvendo municípios de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
Medidas cautelares e objetivos da operação
A Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até 47 milhões de reais, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. Também foram autorizadas medidas de rastreamento de ativos, incluindo quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas e 172 empresas.
A investigação aponta que o grupo utilizava empresas de fachada e estruturas corporativas para ocultar a origem dos recursos. Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos nos sistemas para viabilizar saques e transferências indevidas, com a posterior conversão dos valores em bens de luxo e criptoativos para dificultar o rastreamento.
Os investigados podem responder por organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, além de crimes contra o sistema financeiro nacional. As penas, combinadas, podem ultrapassar 50 anos de prisão.
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