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CSN: Benjamin promete vender ativos rapidamente

CSN obtém empréstimo de até US$ 1,4 bilhão para quitar curto prazo e mira venda da CSN Cimentos e de participação em infraestrutura

Na CSN, Benjamin jura que vai vender ativos – e rápido
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  • A CSN recebeu empréstimo de até US$ 1,4 bilhão para quitar curto prazo e planeja vender ativos: CSN Cimentos e participação minoritária em infraestrutura.
  • Nos próximos trinta dias devem ser assinados MOUs com potenciais compradores, com uma shortlist esperada dois meses depois; três grupos chineses já assinaram MOU para a CSN Cimentos, e a J&F Investimentos aparece de fora.
  • Na infraestrutura, a venda pode avançar mais rápido, com participação de até quarenta por cento em ativos como a ferrovia MRS, o terminal portuário Tecar, o terminal de contêineres no porto de Itaguaí e o Grupo Tora.
  • A CSN estima levantar entre R$ quinze bilhões e R$ dezoito bilhões com os desinvestimentos, com múltiplos já conhecidos e avaliação da diretoria.
  • O empréstimo sindicado é visto como passo tático; juros são EUA mais seis por cento, prazo de cinco anos, e a operação antecipa parte dos recursos esperados com as vendas.

A CSN informou que venderá ativos para equilibrar a dívida de curto prazo. A empresa garantiu um empréstimo de até US$ 1,4 bilhão para recompor caixa e dar fôlego às operações. A intenção é desfazer a CSN Cimentos e reduzir participação no negócio de infraestrutura.

Benjamin Steinbruch assegurou publicamente que as vendas vão ocorrer, citando o cenário de juros elevados como fator decisivo. Em mensagem ao repórter, o empresário reforçou a estratégia: “Capricha! Temos que mostrar o Benjamin vendedor.” O timing é cravado: os MOUs devem ficar prontos nos próximos 30 dias, com uma shortlist dois meses depois.

Avanço nas negociações e participantes

Três grupos chineses já assinaram MOUs para a CSN Cimentos. A J&F Investimentos, dos irmãos Batista, aparece como participante em posição de observação. Internamente, a CSN busca acelerar o processo antes das eleições, conforme avaliação de um banco envolvido na operação.

Na área de infraestrutura, há interesse de fundos e parceiros estratégicos para a venda de até 40% de ativos como a ferrovia MRS, o terminal Tecar, o terminal de contêineres no porto de Itaguaí e o Grupo Tora, de transporte rodoviário. A venda parcial é vista como mais rápida pela disponibilidade de compradores já conhecidos.

Perspectivas de caixa e leitura do mercado

A CSN mantém expectativa de levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões com os desinvestimentos, conforme anúncio de janeiro. Uma fonte ligada ao processo diz que os múltiplos são conhecidos e o valor é considerado realista.

O empréstimo sindicalizado foi contrato com taxa atrelada ao juro dos EUA mais 6%, com prazo de cinco anos. A operação é garantida pelos ativos a serem vendidos, segundo a empresa.

Benjamin entende o empréstimo como etapa tática do plano. Ele ressalta que os oito bancos participantes reforçam a “bancabilidade” da companhia. O objetivo é demonstrar ao mercado a execução do desinvestimento.

Reação do mercado e próximos passos

No mercado de crédito, as debêntures da CSN sofreram pressão, com quedas expressivas na CSN Mineração. Alguns gestores indicam que a venda de ativos pode favorecer o cenário, enquanto a não venda pode colocar dívidas sênior na frente de outros credores.

Após a divulgação do empréstimo, papéis da CSN apresentaram recuperação parcial, mas a ação permanece abaixo do nível mais alto deste ano. O desempenho é influenciado também pelo cenário macro e volatilidade regional.

Enquanto as negociações seguem, os gestores acompanham o ritmo de avanço das etapas. A CSN afirma que o caixa será suficiente para vencer vigências de 2026 e 2027, com a expectativa de retornar o foco aos papéis à medida que as vendas ganhem andamento.

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