- Guerra no Irã e no Oriente Médio pode encarecer ovos, frango e carne suína no Brasil, afirma a ABPA.
- Alta do diesel elevou fretes rodoviários do setor em até 20%, impactando desde insumos até a distribuição dos produtos.
- O milho, principal insumo para ração, subiu cerca de 30% nos últimos meses, aumentando os custos de produção.
- A expectativa é de que o aumento seja repassado ao consumidor, com alta prevista de até 20% nos preços de ovos, frango e carne suína.
- O setor mantém monitoramento da situação e busca alternativas para reduzir impactos nos preços ao consumidor, especialmente para ovos e frangos.
O setor de proteína animal no Brasil alerta que a guerra no Irã e no Oriente Médio pode encarecer ovos, frango e carne suína. A ABPA afirma que a alta do diesel elevou em até 20% os fretes rodoviários, desde insumos até distribuição dos produtos.
Segundo o presidente Ricardo Santin, o conflito pode elevar custos de produção e, se se prolongar, repassar o reajuste ao consumidor. A mensagem é de alerta sobre impactos em toda a cadeia, desde alimentação animal até entrega aos pontos de venda.
A alta do milho, principal ração, já preocupa o setor. A ABPA aponta queda de exportação e queda de oferta regional, com o preço do milho subindo cerca de 30% nos últimos meses. O efeito pode ampliar custos de produção e pressionar o preço final.
Impactos por segmento
O setor de ovos destaca a dependência de insumos importados e o transporte rodoviário, que sofrem com o aumento do diesel. A ABPA estima possibilidade de alta de até 20% no preço do produto em cenário de continuidade do conflito.
No frango, o IBGE aponta elevação de cerca de 10% nos preços nos últimos meses. A tendência é de continuidade caso o conflito persista, ampliando custos com logística e ração.
Na carne suína, o Brasil depende de milho importado para alimentação de suínos; a elevação de fretes também pode elevar o custo de produção. A ABPA reforça monitoramento constante para evitar impactos desproporcionais ao consumidor.
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