- O mercado imobiliário brasileiro fechou 2025 com recorde de 453 mil lançamentos.
- Com oferta ampla, compradores passaram a valorizar experiência e confiança na entrega, não apenas metragem e localização.
- A diretora comercial da Incorposul, Renata Baggio, afirma que a decisão de compra depende de confiança real por trás da proposta.
- O pós-venda passou a fornecer insights para aprimorar projetos e comunicação, tornando-se unidade de inteligência das empresas.
- Há interesse crescente de investidores europeus em imóveis no litoral e em regiões de alta qualidade de vida no Brasil, ajudando a precificar ativos.
O mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com marcas históricas, atingindo um recorde de 453 mil novos lançamentos. O volume expressivo de ofertas elevou a competição entre as incorporadoras, que passam a buscar diferenciação além da metragem e da localização.
Com consumidores mais bem informados, o modelo de venda tradicional perde espaço. A experiência do comprador e a confiança na entrega passam a ter peso, redesenhando o que entende-se por valor do imóvel.
Para a diretora comercial da Incorposul, Renata Baggio, a nova lógica de consumo coloca o produto físico como ponto de partida, mas a decisão depende da confiança real por trás da proposta.
Mudança de critérios de compra
A executiva destaca que cumprir contratos e prazos é tão relevante quanto o design e os diferenciais dos imóveis. Em ciclos longos, a reputação se tornou ativo central para a venda.
O consumidor atual não vê o imóvel apenas como ativo financeiro, mas como parte de um projeto de vida, com prioridade para funcionalidade, conveniência e integração à rotina. O sentido de uso ganha peso.
Baggio aponta que investidores europeus demonstram interesse por litoral e áreas de alta qualidade de vida no Brasil, ajudando a redefinir o valor de ativos muitas vezes subestimados localmente.
A estratégia de pós-venda evoluiu para uma unidade de inteligência. Quem vive o produto traz aprendizados que ajudam a aperfeiçoar o projeto e a comunicação com o mercado.
A presença feminina em cargos de liderança é destacada como fator que reduz rigidez organizacional, favorecendo decisões mais atentas a pessoas e responsabilidades.
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