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PF mira grupo suspeito de lavagem de dinheiro e evasão de divisas

Segunda fase da operação Narco Azimut mira grupo suspeito de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, com 26 mandados e sequestro de até R$ 934 milhões

Viatura da Polícia Civil de São Paulo
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  • PF deflagra a segunda fase da operação Narco Azimut contra grupo suspeito de lavagem de dinheiro e evasão de divisas; 26 mandados de busca, apreensão e prisão temporária são cumpridos em São Paulo e Balneário Camboriú (SC).
  • Investigações apontam que o grupo movimenta recursos no Brasil e no exterior por meio de dinheiro em espécie, transferências bancárias e criptoativos, usando empresas de fachada.
  • A ação é desdobramento da operação Narco Bet, que resultou na prisão do influenciador Buzeira e do empresário Rodrigo Morgado em outubro de 2025.
  • A Justiça determinou o sequestro de bens até o limite de R$ 934 milhões e imposições de restrições societárias para evitar movimentação de ativos.
  • Na primeira fase, realizada em dezembro de 2025, oito pessoas foram presas e quatro permanecem foragidas; a polícia estima que, em dois anos, suspeitos movimentaram cerca de R$ 6,8 bilhões.

A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da operação Narco Azimut, visando uma associação criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A ação ocorreu nesta quinta-feira (26) e envolve 26 mandados de busca e de prisão temporária em São Paulo e Balneário Camboriú, SC.

Ao menos 50 agentes participam do cumprimento de ordens emitidas pela 5ª Vara Federal em Santos. A investigação apura movimentação de valores no Brasil e no exterior por meio de dinheiro em espécie, transferências, criptoativos e estruturas de fachada.

A ação é desdobramento da Narco Bet, que prendeu o influenciador Buzeira e o empresário Rodrigo Morgado em outubro de 2025. As apurações apontam uso de empresas de fachada para ocultar fluxos financeiros ilícitos.

Desdobramentos e base de atuação

Segundo a PF, houve utilização de criptoativos e operações de alto valor para transferir recursos entre fronteiras. Parte do dinheiro seria encaminhada a estruturas ligadas a apostas eletrônicas, conhecidas como Bets, segundo informações oficiais.

O sequestro de bens foi determinado até o limite de R$ 934 milhões, com restrições societárias para impedir movimentações vinculadas às atividades ilícitas. Os investigados respondem por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

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