- A BYD mira transformar o Brasil em hub de exportação de carros elétricos, com aumento da nacionalização da produção e expansão da rede de concessionárias.
- O CMO da BYD Brasil, Pablo Toledo, afirma que há forte interesse do público, impulsionado pelo cenário econômico e pela confiança na tecnologia elétrica.
- Em fevereiro, o Dolphin Mini foi o modelo elétrico mais vendido no varejo, com 4.094 unidades, sendo a primeira vez que um EV supera modelos a combustão no ranking.
- A fábrica de Camaçari, na Bahia, já opera em ritmo acelerado, produzindo um carro por minuto, e a empresa planeja ampliar a produção e a participação nacional.
- A BYD já recebeu encomendas do México (50 mil carros) e da Argentina (50 mil carros) e vê o Brasil como um polo exportador; dúvidas sobre infraestrutura de recarga e durabilidade das baterias persistem, mesmo com impacto positivo da alta dos combustíveis.
A BYD pretende transformar o Brasil em um hub de exportação de carros elétricos, ampliando a nacionalização da produção, a rede de concessionárias e a atuação no varejo. A estratégia é defendida pelo CMO da empresa no país, Pablo Toledo, em meio a sinais de maior interesse do público pela tecnologia elétrica.
Segundo Toledo, o momento guarda potencial de crescimento impulsionado por fatores econômicos e pela confiança na eletrificação. A montadora aponta que o Dolphin Mini foi o modelo elétrico mais vendido no varejo em fevereiro, com 4.094 unidades, superando veículos movidos a combustão no ranking mensal pela primeira vez.
A fábrica de Camaçari (BA) opera em ritmo acelerado, com a produção estimada em um carro por minuto. A BYD também projeta ampliar a nacionalização, fortalecer a rede de concessionárias, hoje com mais de 200 lojas, e posicionar o Brasil como polo de exportação para mercados da região.
Produção e exportação
Toledo informou que já há pedidos externos para o Brasil, com 50 mil carros para o México e outros 50 mil para a Argentina. A empresa vê o país como parte de uma estratégia regional de exportação, além de aumentar o mercado interno.
No entanto, o CMO reconhece dúvidas entre consumidores, como infraestrutura de recarga, instalação em residências e durabilidade das baterias. Mesmo assim, a alta dos combustíveis tem influenciado positivamente a percepção sobre custos totais dos veículos elétricos.
A BYD afirma que a consolidação da marca no Brasil envolve posicionamento e presença cultural. Segundo Toledo, a empresa já se tornou um “objeto de desejo” no país, com presença na televisão, no futebol e em programas de auditório.
Entre na conversa da comunidade