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Desemprego no Brasil sobe mais que o esperado até fevereiro

Desemprego sobe para 5,8% no trimestre até fevereiro, acima do esperado, com queda de vagas em saúde, educação e construção, enquanto renda real bate recorde

Foto de banco de imagens de um cubículo com uma caixa de objetos pessoais
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  • Taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre terminado em fevereiro, acima da leitura de 5,7% esperada e da anterior de 5,4%.
  • O total de desocupados chegou a 6,243 milhões; o rendimento real habitual subiu para R$ 3.679,00, alta de 2,0% frente ao trimestre anterior.
  • A taxa de ocupação caiu 0,8% no intervalo, totalizando 102,145 milhões de trabalhadores, com alta de 1,5% frente ao mesmo período de 2024.
  • Houve queda de vagas em Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais (menos 696 mil) e na Construção (menos 245 mil), em parte por sazonalidade.
  • O Banco Central reduziu a Selic para 14,75% e sinalizou cautela com futuros ajustes, citando maior incerteza global, o que pode sustentar renda e consumo.

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, apontando avanço frente ao trimestre até janeiro (5,4%) e ao período de novembro (5,2%). O contingente de desocupados somou 6,243 milhões, alta de 10,6% frente aos três meses até novembro.

O dado, divulgado pelo IBGE, ficou acima da previsão de 5,7% apontada pela Reuters. Em relação ao mesmo período de 2023, a taxa caiu 14,8% e, portanto, permanece a menor para um trimestre concluído em fevereiro desde o início da série, em 2012.

Apesar do aumento, o rendimento real habitual de todos os trabalhos atingiu recorde de R$ 3.679, aumento de 2,0% frente ao trimestre anterior e 5,2% ante o mesmo período do ano anterior. O IBGE ressaltou forte demanda por trabalhadores e avanço da formalização em comércio e serviços.

Mercado de trabalho no trimestre

No conjunto, houve queda de 0,8% no contingente de pessoas ocupadas em relação ao trimestre anterior, para 102,145 milhões, ainda assim 1,5% acima do registrado há um ano. A teoria envolve sazonalidade: educação, saúde e construção registraram forte recuo de vagas.

O recuo de vagas nesses setores atingiu 696 mil em Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, além de 245 mil em Construção. O IBGE destacou que esse movimento tende a ocorrer pela natureza de contratos temporários no setor público.

Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado caíram 0,3% frente ao trimestre anterior; entre os que não possuem carteira, a queda foi de 2,5%. A transição entre ciclos contribui para o panorama de desemprego no curto prazo.

A inflação e o consumo podem enfrentar pressões com a manutenção de renda elevada, segundo analistas. Em âmbito monetário, o Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto, para 14,75%, mantendo cautela diante de incertezas externas e geopolíticas.

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