- A Braiscompany, golpe de criptomoedas, teve falência decretada pela Justiça da Paraíba em fevereiro, com prejuízos estimados acima de R$ 1 bilhão e cerca de 20 mil vítimas.
- Há possibilidade de adaptação para televisão; Celino Neto afirmou ter sido abordado por uma produtora para dar depoimento sobre o caso.
- Os fundadores Antônio Inácio da Silva Neto e Fabrícia Farias continuam na Argentina, em prisão domiciliar, após autorização de extradição, com defesa recorrendo.
- Em fevereiro de dois mil e vinte e quatro, a Justiça condenou Neto a oitenta e oito anos e sete meses e Fabrícia a sessenta e um anos e onze meses, além de mais oito pessoas ligadas ao esquema.
- O Ministério Público Federal abriu processo penal em fevereiro de dois mil e vinte e três; a PF aponta movimentação de cerca de R$ 1,5 bilhão em criptomoedas vinculadas aos sócios nos últimos quatro anos.
A Braiscompany, envolvida em um célebre golpe no criptomundo brasileiro, pode ganhar adaptação para televisão. A informação foi divulgada por Celino Neto, da rádio 98 FM, em Campina Grande. Ele afirmou ter sido procurado por uma produtora para depoimento.
O caso voltou aos holofotes após a Justiça da Paraíba decretar, em fevereiro, a falência da Braiscompany e de outras empresas do grupo. A decisão citou abandono das atividades, condenação dos sócios e um alto volume de ações movidas por clientes, com prejuízos estimados em mais de 1 bilhão de reais.
Ao todo, o grupo é acusado de operare uma pirâmide que prometia retornos fixos por meio de investimentos em criptomoedas. A polícia aponta que houve movimentação de cerca de 1,5 bilhão de reais em criptomoedas vinculadas aos sócios nos últimos quatro anos.
Situação jurídica atual
Antônio Inácio da Silva Neto e Fabrícia Farias permanecem na Argentina, mesmo com autorização de extradição. Segundo o G1, o casal está sob prisão domiciliar no país vizinho, sem previsão de retorno ao Brasil, pois a defesa recorreu da decisão argentina.
A Justiça Federal condenou, em fevereiro de 2024, Antônio Neto a 88 anos e 7 meses de prisão, e Fabrícia Farias a 61 anos e 11 meses. Também foram condenadas outras oito pessoas ligadas ao esquema, segundo a decisão da 4ª Vara Federal em Campina Grande.
Desdobramentos
A empresa deixou de pagar clientes em dezembro de 2022. Em fevereiro de 2023, houve a investigação da Operação Halving, com pedidos de prisão preventiva autorizados pela Justiça, ainda não cumpridos, conforme a PF. O casal fugiu para a Argentina e permanece no país.
A Polícia Federal e o Ministério Público Federal associam o caso à frustração de centenas de vítimas e à ausência de retorno financeiro para os investidores. As autoridades estimam que o prejuízo ultrapasse 1,1 bilhão de reais.
Olhar para o futuro
Caso a emissora siga adiante com a adaptação, a narrativa reuniria enriquecimento ilusório, golpes com criptomoedas, conflitos regionais, fuga internacional e uma disputa judicial ainda em curso. O projeto, se confirmado, não altera as informações já registradas pela Justiça.
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