- O Ministério da Agricultura monitora permanentemente cadeias de suprimentos possivelmente afetadas pela guerra no Oriente Médio, incluindo fertilizantes como o nitrato de amônio.
- A importação de nitrato de amônio pelo Brasil foi temporariamente interrompida pela Rússia em razão do conflito com a Ucrânia.
- O ministro Carlos Fávaro afirma que a instabilidade internacional alimenta especulação de preços e orienta não comprar quando o preço está artificialmente elevado.
- A safra de inverno já está plantada ou em fase final; a grande demanda de fertilizantes deve ocorrer em setembro com o plantio da safra de verão.
- O Mapa destaca que o Brasil importa parcela significativa de fertilizantes e busca alternativas de logística, importação e manejo para manter o abastecimento.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que monitora permanentemente cadeias de suprimentos possivelmente afetadas pela guerra no Oriente Médio. A atenção envolve produtos como fertilizantes, incluindo o nitrato de amônio, cuja importação ao Brasil foi interrompida temporariamente pela Rússia.
O objetivo é evitar impactos no abastecimento brasileiro. O Mapa mantém diálogo com diversos setores para avaliar alternativas logísticas, de importação e estratégias que assegurem o fornecimento ao país.
A pasta ressalta que o Brasil importa parcela significativa dos fertilizantes utilizados na agricultura, o que exige cautela do mercado e dos produtores.
Contexto internacional e medidas adotadas
Segundo o ministro Carlos Fávaro, a instabilidade global tem alimentado movimentos especulativos que elevam os preços. A orientação é não comprar quando o preço estiver artificialmente alto.
O Mapa informa que a safra de inverno já está plantada ou em implantação, reduzindo a necessidade imediata de fertilizantes. A demanda maior ocorre a partir de setembro, com o plantio da safra de verão.
Fávaro destaca alternativas tecnológicas e manejo de nutrientes que ajudam a otimizar o uso de insumos, reduzindo o impacto de oscilações no mercado externo.
Riscos e perspectivas
Especialistas ouvidos pela Agência Brasil indicam que, se parte dos fertilizantes dependente do Estreito de Ormuz ficar comprometida, pode haver alta de preços. Isso poderia afetar o custo de alimentos no médio prazo.
Entre na conversa da comunidade