- CPMI do INSS apresentou relatório final com mais de quatro mil páginas, apresentado na sessão de sexta-feira, apontando empresas de fachada usadas para lavagem de dinheiro.
- Entre os negócios citados estão escritórios de advocacia, empreendimentos imobiliários, uma pizzaria e uma agropecuária, que teriam atuado sem relação clara com o volume de recursos movimentados.
- O esquema utilizava notas fiscais falsas e empresas registradas em nomes de “laranjas” para emitir documentos, com repasse de valores a intermediárias por serviços de consultoria, tecnologia ou call centers.
- O dinheiro era transferido aos beneficiários finais ou a familiares, por meio de redes de empresas e contas de passagem.
- A auditoria descreve uso de “smurfing” para fracionar valores e evitar alertas de órgãos de controle, dificultando o rastreamento.
O relatório final da CPMI do INSS aponta a atuação de empresas de fachada em um esquema de fraude envolvendo o instituto. O documento, apresentado na sessão de sexta-feira, detalha como estabelecimentos diversos teriam sido usados para lavagem de dinheiro. O material reúne mais de quatro mil páginas.
Entre os alvos identificados, aparecem escritórios de advocacia, empreendimentos imobiliários, uma pizzaria e uma agropecuária. Segundo o relatório, a maioria dessas empresas não possuía empregados, estrutura ou atividade compatível com os milhões de reais movimentados.
Triangulação financeira e notas falsas
O levantamento aponta uso de redes de empresas registradas em nomes de terceiros para emitir notas fiscais falsas. Empresas que recebiam descontos repassavam valores a intermediárias sob o pretexto de serviços de consultoria, tecnologia ou call centers. O dinheiro seguia para beneficiários finais ou familiares.
A operação envolvia a prática de fracionamento de valores e o uso de contas de passagem. O relatório descreve a técnica de “smurfing”, com várias transferências de valores menores para evitar sinalização por órgãos de controle.
Como o esquema era camuflado
Segundo o relator, o grupo utilizava as contas de passagem para dificultar o rastreamento financeiro. A estrutura complexa visava ocultar a origem ilícita dos recursos movimentados pelo INSS. A CPMI aponta ainda indícios de desvio de recursos em diferentes etapas da cadeia.
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