- A UE vê risco de baixo crescimento e inflação alta devido à guerra no Oriente Médio, segundo o chefe de economia Valdis Dombrovskis.
- O crescimento da UE em 2026 pode ficar cerca de 0,4 ponto porcentual abaixo do previsto no relatório de previsões econômicas de outono; a inflação pode ser até 1 ponto porcentual maior.
- Se as interrupções se mostrarem mais substanciais e duradouras, o crescimento poderia ser até 0,6 pp menor tanto em 2026 quanto em 2027.
- A Comissão Europeia deve apresentar propostas para reduzir os impostos sobre a eletricidade, tornando-a menos tributada que os combustíveis fósseis.
- Os ministros das Finanças do G7 discutirão medidas para conter os preços da energia na segunda-feira, 30 de junho.
A União Europeia aponta risco de menor crescimento e inflação mais alta devido ao conflito no Oriente Médio. Segundo Valdis Dombrovskis, chefe de economia da UE, as interrupções no setor energético e nos mercados podem reduzir o desempenho econômico do bloco.
De acordo com a avaliação, o crescimento da UE em 2026 pode ficar cerca de 0,4 ponto percentuais abaixo do previsto no relatório de outono, enquanto a inflação pode superar o teto em até 1 ponto percentual. Estabilidade de preços seria afetada pela nova onda de tensão no Médio Oriente.
Se as interrupções se tornarem mais contundentes e duradouras, as consequências para o crescimento podem ser ainda mais negativas, com queda estimada de até 0,6 pp tanto para 2026 quanto para 2027, conforme observou Dombrovskis durante a coletiva.
A Comissão Europeia deve apresentar propostas para reduzir a carga tributária sobre a eletricidade, buscando torná-la menos onerosa que os combustíveis fósseis, para conter pressões de preço. A medida visa aliviar impactos sobre consumidores e empresas.
Além disso, ministros das Finanças do G7 devem discutir possíveis medidas para enfrentar altas de preços de energia na próxima segunda-feira, segundo o chefe de economia da UE. As discussões devem considerar cenários de choque externo.
Dombrovskis reiterou que, independentemente do cenário, existe um risco real de choque stagflacionário na região, com inflação elevada combinada a crescimento fraco. As projeções são baseadas em cenários de perturbação contínua dos mercados energéticos.
A UE acompanha de perto as evoluções geopolíticas e econômicas, avaliando políticas de mitigação para manter a inflação sob controle sem frear o crescimento. As informações foram apresentadas à imprensa após o anúncio das estimativas.
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