- O volume de créditos para máquinas agrícolas caiu 13,4% no 1º bimestre, totalizando R$ 2,84 bilhões.
- As vendas de novas cotas recuaram 15,2%, somando 12,76 mil adesões.
- Contemplações caíram 17,4% (8,02 mil) e o volume financeiro contido recuou 14,3% para R$ 1,79 bilhão.
- O número de participantes ativos ficou estável em alta, subindo 6,5% para 472,6 mil consorciados.
- O tíquete médio de máquinas agrícolas ficou próximo de R$ 234 mil; no conjunto do consórcio, houve +12% de participantes ativos e +8,8% em vendas de cotas, chegando perto de R$ 80 bilhões.
O consórcio de máquinas agrícolas registrou recuo de 13,4% no volume de créditos liberados no 1º bimestre de 2026, segundo dados da Abac. O movimento reflete cautela entre produtores rurais, mesmo com expansão no número de participantes ativos.
Entre janeiro e fevereiro, o total de créditos para máquinas agrícolas foi de R$ 2,84 bilhões, ante o mesmo período de 2025. As adesões caíram 15,2%, somando 12,76 mil cotas liberadas. As contemplações tiveram queda de 17,4%, totalizando 8,02 mil liberações.
O montante financeiro disponível para novas aquisições recuou 14,3%, para R$ 1,79 bilhão. Apesar disso, o número de consorciados ativos subiu 6,5%, chegando a 472,6 mil. A Abac aponta que o avanço indica demanda reprimida e planejamento para compras futuras.
Cautela no campo
Juros elevados, endividamento crescente e incertezas sobre a rentabilidade das próximas safras ajudam a explicar a desaceleração do setor. Produtores adiam investimentos de maior valor, como a aquisição de máquinas, ainda que mantenham o planejamento financeiro.
Veículos pesados e outros segmentos
O desempenho também refletiu no conjunto de veículos pesados, incluindo caminhões e implementos, com retração na maioria dos indicadores. Mesmo assim, o consórcio continua sendo uma opção relevante na logística, especialmente para o agronegócio, contribuindo com cerca de um terço dos caminhões adquiridos no país.
O tíquete médio das cotas de máquinas agrícolas ficou estável, em torno de R$ 234 mil, sugerindo que o perfil de investimento não mudou, apenas o timing das compras. No conjunto das modalidades, o universo de consorciados ativos cresceu 12% e as vendas de cotas 8,8%, com o total próximo de R$ 80 bilhões.
Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da Abac, destaca que a desaceleração econômica típica do início do ano afetou parte dos setores, mas aponta avanços no conjunto do sistema. O maior conhecimento de educação financeira tem levado consorciados a planejar e alcançar objetivos de patrimônio e qualidade de vida.
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