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Goleada de 6 a 1 é destaque e tem impacto para as mulheres

Desigualdade no uso do tempo limita renda feminina; reduzir jornada para quarenta horas sem redução salarial pode elevar valor da hora e ampliar autonomia

Ao enfrentar a desigualdade no uso do tempo, abre-se caminho para ampliar a autonomia econômica das mulheres, diz a articulista
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  • O texto discute a desigualdade no uso do tempo entre mulheres e homens e seu impacto na renda e na participação no mercado de trabalho.
  • A hora média recebida por mulheres é menor que a dos homens, e o tempo dedicado a tarefas de cuidado reduz a disponibilidade para trabalho remunerado.
  • Dados da RAIS mostram que 66% das pessoas que trabalham de 16 a 30 horas semanais são mulheres, enquanto 63% dos que cumprem 41 a 44 horas são homens.
  • Em números absolutos, são 2,26 milhões de mulheres nessa faixa de até 30 horas e 1,47 milhão de homens; já entre 31 a 44 horas, são 21,8 milhões de mulheres e 29,5 milhões de homens.
  • A redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial, pode elevar o valor da hora de trabalho, melhorar a distribuição da riqueza e favorecer a redistribuição de responsabilidades de cuidado entre os gêneros.

A convivência com desigualdades no uso do tempo entre homens e mulheres sustenta debates sobre autonomia econômica. O tema ganhou força no Congresso com a possibilidade de reduzir a jornada de trabalho e terminar com a prática 6 X 1, citando impactos na distribuição de renda.

Dados oficiais indicam que o valor médio da hora paga às mulheres fica abaixo do verificado para os homens. Além disso, a disponibilidade para trabalhar mais horas é menor entre as trabalhadoras, em razão de tarefas de cuidado que recaiem predominantemente sobre elas.

Entre as informações disponíveis, 66% das pessoas que trabalham de 16 a 30 horas semanais são mulheres. Homens lideram a faixa de 41 a 44 horas semanais. No total, há 2,26 milhões de mulheres em jornadas de até 30 horas, contra 1,47 milhão de homens nessa faixa. Na faixa de 31 a 44 horas, há 21,8 milhões de mulheres e 29,5 milhões de homens. Esses dados são da RAIS, do Ministério do Trabalho e Emprego.

Essa distribuição impacta a renda. Em média, uma mulher com 30 horas ganharia 31,8% a menos que um homem com 44 horas. A redução de jornadas sem perda salarial pode elevar o valor da hora trabalhada e reduzir desigualdades salariais, apontam análises.

A proposição de 40 horas semanais sem redução salarial é apresentada como estratégico para aumentar a remuneração por hora. A medida também pode favorecer a redistribuição de responsabilidades de cuidado entre os gêneros e ampliar a autonomia econômica feminina.

Caso implementada, a mudança visaria melhorar a distribuição de riqueza e reduzir disparidades entre homens e mulheres no mercado de trabalho, além de promover maior equilíbrio entre vida profissional e social.

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