- Governo propõe estabelecer um teto de juros para o crédito consignado de trabalhadores com carteira assinada (CLT,), visando tornar o crédito mais barato.
- Atualmente, o teto para aposentados e pensionistas do INSS é de cerca de 1,85% ao mês.
- Com o teto, bancos podem reduzir a oferta de crédito a perfis considerados mais arriscados, limitando quem consegue empréstimo.
- Na prática, quem tem renda estável pode ter acesso mantido com juros menores; quem apresenta maior risco pode ficar de fora.
- A medida busca reduzir o custo do crédito para uma parcela da população, mas pode restringir o acesso para quem mais precisa.
O governo propõe estabelecer um teto de juros para o crédito consignado de trabalhadores com carteira assinada (CLT). A medida busca reduzir o custo das operações para o trabalhador, conforme representantes oficiais.
Historicamente, o consignado para aposentados e pensionistas do INSS já tem teto, em torno de 1,85% ao mês. Para CLT, as taxas variavam conforme perfil, convênio, empresa e política de crédito das instituições.
A proposta defende que o teto torne o crédito mais acessível. Entretanto, a aplicação prática pode alterar a oferta de crédito para perfis mais arriscados, com impactos no acesso ao crédito.
Com o teto, o ajuste de risco deixa de existir. Analistas apontam que isso pode reduzir a concessão de crédito a trabalhadores com maior risco de inadimplência.
O perfil de risco passa a influenciar menos o custo, o que, na prática, pode restringir a aprovação de empréstimos para quem tem menos estabilidade, mesmo com renda fixa.
Resultados esperados incluem critérios mais rígidos de aprovação, como tempo de carteira, histórico de crédito e estabilidade de renda, para compensar o teto.
Quem mantém renda estável pode ter acesso continuado a juros menores. Quem tem menos garantias pode ficar fora do crédito consignado.
Especialistas lembram que controles de preço costumam reduzir oferta para perfis de maior risco, independentemente de boas intenções.
A leitura sugere equilíbrio entre acesso ao crédito e risco de inadimplência. Medidas mal calibradas podem ter o efeito oposto do desejado.
Ao discutir orçamento familiar, especialistas destacam a importância da educação financeira, evitando depender de empréstimos como solução para falta de dinheiro.
Entre na conversa da comunidade