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Aéreas alertam governo e pedem Petrobras sobre preço do QAV

Setor aéreo entra em alerta com possível reajuste do QAV; governo e Petrobras buscam medidas para manter conectividade e evitar altas nas passagens

Avião decola no aeroporto de Congonhas, em São Paulo
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  • O setor aéreo está em alerta diante da possibilidade de reajuste do QAV com a guerra no Oriente Médio, já que a Petrobras costuma alterar preços no fim do mês.
  • O QAV representa cerca de 30% do custo das passagens; em cenário de choque de oferta, a participação pode chegar a 50%.
  • Medidas de socorro propostas pelo Ministério de Portos e Aeroportos incluem reduzir PIS/Cofins sobre o QAV até o fim do ano, zerar IOF para as aéreas e reduzir o IR sobre leasing de aeronaves; a Fazenda não respondeu.
  • O ministro Silvio Costa Filho reforçou o apelo a Minas e Energia, à Casa Civil e à Petrobras, por meio de um ofício enviado no fim de março.
  • A Abear aponta que 80% do QAV consumido no país é produzido internamente; alta no Brent e em derivados pode pressionar custos e a conectividade aérea.

O setor aéreo está em alerta diante da possibilidade de alta no preço do QAV, o querosene de aviação. A Petrobras é apontada como principal referência de reajuste, influenciada pela atual situação no Oriente Médio. A expectativa é de impacto nos custos das companhias e no valor das passagens.

O Ministério de Portos e Aeroportos encaminhou medidas à Fazenda para conter o reajuste, mas não houve retorno até o momento. Silvio Costa Filho reforçou o apelo em ofício encaminhado a mais módulos do governo, incluindo Minas e Energia, a Casa Civil e a estatal.

Segundo a Abear, 30% do preço das passagens envolve o QAV, com possibilidade de elevação para 50% em cenário de choque de oferta. A entidade relembra que o histórico da relação entre preço do petróleo e tarifas é de volatilidade acentuada.

Em 2022, o QAV da Petrobras ficou em R$ 5,08 por litro, ante R$ 3,58 atuais. O IBGE registrou alta superior a 100% em alguns períodos de conflito envolvendo Rússia, Ucrânia e outros agentes, prejudicando rotas e conectividade.

Para reduzir impactos, o MPor apresentou três medidas: cortar a alíquota de PIS/Cofins sobre o QAV até o fim do ano, zerar o IOF para aéreas e reduzir o IR incidente sobre o leasing de aeronaves. A Fazenda ainda não se manifestou.

Silvio Costa Filho informou que o ofício chegou à Petrobras na noite de sábado (28) e a estatal disse avaliar o conteúdo. A expectativa é de que pelo menos uma medida venha a ser adotada para manter a conectividade e a recuperação do setor.

Medidas de socorro

  • Redução da alíquota de PIS/Cofins sobre QAV até o fim do ano.

-Zerar IOF incidentes sobre empresas aéreas.

-Reduzir IR sobre leasing de aeronaves.

As autoridades ressaltam que a volatilidade no preço do petróleo impacta custos, oferta de serviços e rotas. O objetivo é evitar descontinuidade de atendimento em cidades com menor conectividade e manter o ritmo de crescimento do setor.

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