- A JPMorgan avalia que, se ocorrer desescalada entre EUA e Irã, o Banco Central poderia retomar o ritmo de corte de 0,50 ponto percentual na Selic já no segundo trimestre.
- A redução das tensões retiraria boa parte do prêmio de risco geopolítico para petróleo e real, segundo Marina Valentini, estrategista da gestora.
- Na última decisão, o BC iniciou flexibilização com deságio de 0,25 ponto percentual, levando a Selic a 14,75% ao ano.
- O petróleo subiu acentuadamente desde o início do conflito, com o Brent acima de US$ 116 o barril, alimentando volatilidade nos mercados.
- Em cenário de desescalada, o mercado pode voltar a precificar cortes de juros, mas com um piso de Selic mais elevado ao fim deste ano do que antes do conflito.
A JPMorgan Asset Management floor da Bloomberg News aponta que o BC pode acelerar o corte da Selic para 50 pontos-base no segundo trimestre, caso haja desescalada do conflito entre Irã e EUA. A avaliadora Marina Valentini explica que reduzir tensões diminuiria o prêmio de risco no petróleo e no real.
Ela ressalta que, se as incertezas sobre o conflito se dissiparem e a inflação não reagir de forma disseminada, o BC tende a retomar o ritmo de cortes já no próximo trimestre. O tema envolve volatilidade global e impactos no câmbio.
Na última decisão, o BC reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, citando aumento da incerteza e necessidade de cautela na ata. A incerteza geopolítica continua a influenciar as expectativas.
O avanço de negociações entre EUA e Irã foi acompanhado por desdobramentos no preço do petróleo, que sobe com notícias de interrupções potenciais na oferta. O Brent opera acima de US$ 116 o barril.
A cena de maior tensão envolve ações verificadas no Oriente Médio, com entrada de tropas americanas e militantes Houthis. Analistas veem risco de interrupções prolongadas na oferta de energia.
Caso haja acordo entre EUA e Irã, o mercado global pode reavaliar rapidamente fluxos de petróleo e recuperação da produção, impactando rendimentos de títulos e expectativas de cortes de juros. Acompanham o tema juros e ações emergentes.
No médio prazo, a normalização da oferta de energia tende a trazer o cenário de volta ao ritmo pré-conflito, com investidores mantendo posição em mercados emergentes, segundo a analista. A volatilidade deve seguir.
Reajuste
Com o desfecho do conflito, a tendência é que o mercado precifique cortes de juros com mais celeridade, embora o piso da Selic ao fim do ano deva ficar ligeiramente mais alto. A calibragem pode exigir tempo de ajuste.
Caso haja acordo ou negociação efetiva entre as partes, os yields globais devem recuar no curto prazo, especialmente na Europa e no Reino Unido, conforme aponta Valentini. As discussões podem influenciar o humor dos investidores.
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