- A BYD informou a analistas que as exportações devem chegar a 1,5 milhão de veículos em 2026, 15% acima da meta anterior.
- A aposta externa surge para compensar a fraqueza das vendas na China e a queda do lucro.
- As vendas fora da China já ultrapassaram 1 milhão no ano passado, enquanto o mercado doméstico enfraquece.
- O Citigroup aponta que as vendas na China podem deixar de ser lucrativas no primeiro trimestre, aumentando a dependência das exportações.
- A empresa pretende ampliar produção e presença internacional, com investimentos em Brasil, Hungria e Sudeste Asiático, e planeja abrir estações de carregamento ultrarrápido fora da China a partir de 2027.
A BYD sinalizou aos analistas que as exportações deste ano deverão superar a meta anterior em cerca de 15%. A projeção aponta para 1,5 milhão de veículos exportados em 2026, ante 1,3 milhão fixados em janeiro.
A informação foi compartilhada por pessoas familiarizadas com o assunto durante uma reunião com analistas, após a divulgação de resultados do quarto trimestre que ficaram abaixo do esperado. As fontes pediram para não ser identificadas.
A BYD é a maior fabricante de veículos elétricos do mundo e tem visto fraquezas nas vendas domésticas na China, buscando compensação com mercados no exterior. O objetivo de exportação foi elevado diante desse cenário.
Perspectivas de mercado externo
As exportações já mostraram força no ano passado, quando superaram 1 milhão de unidades. Apesar disso, a lucratividade no mercado chinês tem enfrentado queda, pressionando a empresa a depender mais das vendas no exterior.
Analistas do Citi indicaram que as vendas na China podem perder fôlego no primeiro trimestre, o que reforça a dependência de exportações para manter a rentabilidade do segmento automotivo.
A BYD tem expandido a produção para mercados como Brasil, União Europeia de forma indireta pela presença regional, Hungria e regiões do Sudeste Asiático, buscando reduzir barreiras comerciais.
Além dos veículos, as baterias representam uma linha-chave. A empresa tem desenvolvido tecnologias de lâmina de nova geração e testes de recarga rápida, com planos de implantar estações de carregamento ultrarrápidas fora da China a partir de 2027.
A estratégia de internacionalização inclui investimentos em infraestrutura de apoio, visando facilitar a adoção das suas soluções de mobilidade elétrica em mercados emergentes e consolidados.
Entre na conversa da comunidade