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CVM promove demissões e mudanças em processos internos após caso Master

Após o caso Master, a Comissão de Valores Mobiliários promove mudanças na chefia de duas superintendências e revisa trezentos processos desde 2017

Fachada da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
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  • A CVM vai trocar a chefia de duas superintendências: Superintendência-geral, liderada por Alexandre Pinheiro dos Santos, e a Superintendência de Supervisão de Investidores Institucionais, chefiada por Marco Antônio Velloso de Sousa.
  • A mudança vem após o caso Master, com um pente-fino interno que identificou necessidades de reforço na fiscalização e em processos internos.
  • Foram analisados 314 processos instaurados desde 2017, com 131 abertos em 2025, no contexto dos grupos Master e Reag.
  • Ao todo, foram identificadas 14 acusações envolvendo falhas de divulgação, conformidade, controles internos e outros tipos de irregularidades.
  • Os trabalhos de revisão ocorreram sob a presidência interina de João Accioly; Otto Lobo, indicado para seguir na presidência, depende de aprovação do Senado.

A CVM — Comissão de Valores Mobiliários — anunciou mudanças na gestão de duas superintendências após o caso Master. A autarquia avaliou melhorias na fiscalização e em processos internos que envolvem fundos sob supervisão.

As mudanças atingem a Superintendência-geral, chefiada por Alexandre Pinheiro dos Santos, e a Superintendência de Supervisão de Investidores Institucionais, liderada por Marco Antônio Velloso de Sousa. As informações são do CNN Money.

Segundo apuração, não há evidência de erros na atuação da CVM, mas houve identificação de oportunidades para ampliar a fiscalização. O pente-fino interno analisou processos ligados ao Master e ao Reag Investimentos.

Ao longo do estudo, a autarquia verificou a necessidade de reforçar mecanismos de fiscalização em diferentes áreas. As alterações ocorreram no período de transição da presidência interina de João Accioly.

Pente-fino e números relevantes

Em fevereiro, a CVM instaurou um grupo de trabalho para revisar 314 processos abertos desde 2017 relacionados ao Master, ao Reag e a entidades associadas. A soma dobrou a partir de 2025, com 131 casos abertos naquele ano.

O levantamento também apontou 14 termos de acusação, envolvendo condutas que vão desde falhas de divulgação até operações com possível sobrevalorização de ativos. A maioria dos casos envolve informações obrigatórias não divulgadas.

A análise apontou cinco eixos para aprimoramento institucional. Entre eles, governança de processos, integração de informações entre áreas e uso de instrumentos de supervisão alternativos.

Eixos de melhoria institucional

  • Governança processual e padronização no SEI: tornar instruções mais homogêneas para rastreabilidade e recuperação de dados.
  • Integração informacional: consolidar informações para supervisão de todo o grupo econômico, facilitando padrões de conduta.
  • Instrumentos de supervisão: padronizar fundamentos de alertas e ampliar transparência ativa.
  • Relatórios de auditoria independente: valorizar o conteúdo dos pareceres para a supervisão, com apoio tecnológico.
  • Supervisão Baseada em Risco: ajustar pesos e amostras, especialmente com expansão patrimonial de veículos de investimento.

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