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Galípolo: Brasil mais protegido da volatilidade que outros países

Brasil exporta mais petróleo que importa e mantém Selic em 14,75%, abrindo margem para cortes diante da volatilidade do petróleo e inflação em alta em 2026

Brasília 25/11/2025 - O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Foto Lula Marques/Agência Brasil
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  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o Brasil está em posição mais favorável que outros países para enfrentar a volatilidade do preço do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio.
  • A vantagem vem de exportar mais petróleo do que importa e de manter a Taxa Selic em 14,75% ao ano.
  • Galípolo disse que a chamada “gordura” fiscal e monetária permite cortar a taxa básica mesmo diante do cenário externo adverso.
  • Ele destacou que, em comparação com pares, o Brasil está mais próximo de uma taxa de juros neutra, o que reduz o risco de movimentos bruscos.
  • A inflação deve subir e a economia, desacelerar em 2026 devido à alta do petróleo, em um choque de oferta e não de demanda.

Nesta segunda-feira (30), o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o Brasil está em posição mais favorável para enfrentar a volatilidade do preço do petróleo, em comparação com outros países. A avaliação foi feita durante o J. Safra Macro Day, em São Paulo.

Galípolo atribuiu a vantagem brasileira ao fato de o país exportar mais petróleo do que importa e à política monetária contracionista que mantém a Selic em 14,75% ao ano. Segundo ele, esse cenário coloca o Brasil em posição mais estável frente a choques externos.

O presidente do BC destacou que, frente a choques de oferta derivados da guerra no Oriente Médio, a diferença entre países é relevante. A gordura fiscal e monetária acumulada durante as reuniões do Copom permitiria calibrar a política sem mudanças abruptas.

Para Galípolo, isso resulta em uma evolução mais suave da trajetória da política monetária. Ele afirmou que o Brasil não fará movimentos bruscos, mantendo a leitura de que o relatório RPM indicou ganhar tempo para entender os impactos.

Segundo o gestor, o cenário atual reforça a ideia de que o Brasil está mais próximo de transatlântico do que de jet ski, ou seja, com maior estabilidade para atravessar turbulências energéticas. O foco é calibrar, não acelerar.

Inflação e crescimento

O presidente do BC ressaltou que a volatilidade do petróleo deve puxar a inflação para cima e trazer desaceleração econômica em 2026. Em sua leitura, o aumento dos preços do petróleo não acompanha, neste caso, um ciclo de alta da demanda.

Ele explicou ainda que o impacto no PIB tende a ser negativo neste cenário, diferentemente de episódios anteriores. A instituição mantém a expectativa de inflação elevada e crescimento mais fraco para o próximo ano.

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