- Déficit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) ficou em R$ 30,046 bilhões em fevereiro.
- Receita líquida foi de R$ 157,8 bilhões, e despesas totais chegaram a R$ 187,7 bilhões, ambos acima da inflação.
- O resultado mensal ficou abaixo do déficit de fevereiro de 2025, sinalizando melhoria em relação ao ano anterior.
- No acumulado do ano, o governo ainda registra superávit devido ao saldo positivo de janeiro, ajudando a equilibrar as contas.
- Investimentos em janeiro e fevereiro somaram R$ 9,527 bilhões, alta de 49,7% em relação ao mesmo período de 2025, já ajustados pela inflação.
O Governo Central — Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central — registrou déficit primário de 30,046 bilhões de reais em fevereiro. A divulgação foi feita pelo Tesouro nesta segunda-feira. O resultado ocorre quando as despesas superam as receitas, sem incluir os juros da dívida.
Mesmo com o rombo, houve melhora frente a fevereiro de 2025, quando o déficit chegou a 31,598 bilhões. O mercado também viu alívio de curto prazo, já que a Prisma Fiscal estimava um saldo negativo de 34,3 bilhões para o mês. O quadro reflete maior arrecadação e, ao mesmo tempo, crescimento de despesas em áreas como Previdência, pessoal e programas sociais.
A leitura oficial aponta que a elevação de receitas, puxada por tributos, contrabalanceou parcialmente as despesas. Entre os pilares, houve alta de contribuição previdenciária e de tributos como IOF e Cofins, compensando devedores com perdas em dividendos de estatais. A linha de despesas avançou com reajustes e aumento de beneficiários.
Fevereiro
No mês, o déficit decorreu de receitas menores que o total de gastos. Principais números: déficit de 30,046 bilhões; receita líquida de 157,8 bilhões (5,6% acima da inflação); despesas totais de 187,7 bilhões (3,1% acima da inflação). Frente a 2025, houve melhora.
Receitas
A arrecadação real aumentou, acima da inflação, indicando mais recursos, ainda que insuficientes para cobrir todas as despesas. Destaques: alta de IOF e Cofins; crescimento das contribuições previdenciárias, puxado pela formalização de empregos. Esses componentes ajudaram a compensar reduções em dividendos de estatais.
Despesas
O gasto público avançou, pressionando o resultado mensal. Principais elevações: educação (+3,4 bilhões) via programa Pé-de-Meia; saúde (+1,4 bilhão); pessoal (+2,2 bilhões) com reajustes; previdência (+1,7 bilhão).
Acumulado do ano
No acumulado de janeiro a fevereiro, o governo consolida superávit de 56,85 bilhões, graças ao saldo positivo de janeiro e ao histórico de início de ano favorável. Receita líquida totalizou 430,5 bilhões (2,8% acima da inflação) e despesas, 373,6 bilhões (3% acima da inflação).
Meta fiscal
Para 2026, a meta é encerrar o ano com superávit de 0,25% do PIB, equivalente a cerca de 34,3 bilhões. O arcabouço fiscal permite variação de aproximadamente 0,25 ponto percentual do PIB, com possibilidade de tratar algumas despesas como precatórios fora do cálculo. A previsão de déficit, quando considerados todos os gastos, ficou em 59,8 bilhões para o ano.
Investimentos
Entre janeiro e fevereiro, os investimentos, incluindo obras públicas e aquisição de equipamentos, somaram 9,527 bilhões de reais. Isso representa alta de 49,7% na comparação com o mesmo período de 2025, já descontada a inflação.
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