- A Petrobras pode reajustar o preço do QAV (querosene de aviação) em abril, com projeção de alta entre setenta por cento e oitenta por cento, segundo fontes próximas à empresa.
- O movimento viria após alta de quase dez por cento anunciada entre fevereiro e março.
- O aumento acompanha a elevação do Brent, que subiu cerca de quarenta e nove por cento desde 28 de fevereiro, e a valorização do óleo de aquecimento, que subiu aproximadamente setenta e um por cento.
- O preço atual do QAV está em R$ 3,58 por litro, abaixo do recorde de R$ 5,08 no fim de 2022, quando houve alta ligada a temores sobre a invasão da Ucrânia.
- Ações do setor aéreo e o governo, incluindo o Ministério de Portos e Aeroportos, pressionam pela adoção de medidas para mitigar impactos do reajuste sobre passagens e rotas, com sugestões encaminhadas à Fazenda ainda sem resposta.
O modelo de preços da Petrobras para o querosene de aviação (QAV) indica alta de até 80% no valor por litro em abril, segundo fontes próximas à operação. O reajuste ocorrerá conforme a metodologia interna da estatal, que atualiza os preços apenas uma vez por mês.
A projeção de alta acompanha o avanço do Brent, fixado na ICE, que subiu quase 50% desde 28 de fevereiro. Também é citada a valorização do óleo de aquecimento, com alta de cerca de 71% no período, ambos influenciando a formação do preço do QAV.
O cenário atual aponta o combustível a R$ 3,58 o litro, still bem abaixo do fim de 2022, quando chegou a R$ 5,08. A variação dos custos impacta diretamente as tarifas aéreas e as rotas operadas no Brasil, aumentando pressão sobre o setor.
Aumentos potenciais no QAV costumam elevar o custo médio das companhias, que hoje responde por cerca de 30% das despesas. Em situações de reajuste, há possibilidade de elevação de passagens, redução de rotas e atendimento em algumas cidades.
Nesta semana, o Ministério de Portos e Aeroportos enviou ofício à Petrobras para sensibilizar sobre os impactos de um aumento repentino. O documento também foi encaminhado ao Ministério de Minas e Energia e à Casa Civil, com sugestões para atenuar impactos aos passageiros.
Além disso, o MInistério de Portos e Aeroportos encaminhou ao Ministério da Fazenda propostas para reduzir tributos do QAV, ainda sem resposta. As propostas visam conter efeitos de alta de custos para companhias aéreas e consumidores.
A indústria aérea acompanha de perto as medidas de apoio do governo, em linha com ações já discutidas para mitigar subidas do combustível e evitar reflexos diretos no preço das passagens e nas rotas.
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