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Petróleo pressiona; inflação do aluguel da FGV fica em 0,52% em março

IGP-M fecha março em 0,52% com deflação de 1,83% em doze meses, pressionado por petróleo e produtos agropecuários

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  • O IGP-M fechou março em 0,52%, sob pressão de agropecuária e derivados do petróleo, conforme dados da FGV.
  • Em 12 meses, o índice acumula deflação de 1,83%, ou seja, os preços estão, em média, recuando.
  • A principal componente é o IPA, que avançou 0,61% em março, com altas de bovinos, ovos, leite, feijão e milho.
  • Entre os itens, ovos subiram 16,95% e feijão 20,91% em março; o subgrupo derivados de petróleo subiu 1,16%.
  • O IPC subiu 0,30% em março, com gasolina avançando 1,12%, enquanto o INCC subiu 0,36%.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) fechou março em 0,52%, impulsionado por produtos agropecuários e derivados do petróleo. A leitura marca uma reversão em relação ao 0,73% de fevereiro. O indicador acumula deflação de 1,83% em 12 meses.

Nos últimos 12 meses, metade dos itens registrou variação positiva e a outra metade, negativa. Em março de 2025, o IGP-M havia caído 0,34%. O peso maior do índice vem do IPA, que subiu 0,61% no mês.

A gasolina puxou o IPC para cima, com alta de 1,12% nos preços ao consumidor. O INCC avançou 0,36% em março, completando a leitura de componentes que compõem o IGP-M. A leitura considera dados coletados entre 21 de fevereiro e 20 de março.

Composição do IGP-M e influências

O IPA, responsável por cerca de 60% do IGP-M, mostrou alta de 0,61% em março. Contribuíram para a pressão produtores de bovinos, ovos, leite, feijão e milho. O caso dos ovos subiu 16,95% no mês, após alta de 14,16% em fevereiro.

O feijão encareceu 20,91% em março, repetindo elevação passada de 13,77% em fevereiro. O cenário externo, em especial a geopolítica no Oriente Médio, elevou os preços de derivados de petróleo, refletindo no índice.

O subgrupo derivados do petróleo subiu 1,16% em março, após deflação de 4,63% em fevereiro. Em 12 meses, esse subgrupo está em -14,13%. A guerra na região afeta custos logísticos e rotas de suprimento.

Persistência e impactos

Entre os componentes, o IPC respondeu por 30% do IGP-M, com alta de 0,30% em março. A gasolina foi o item que mais pressionou os custos de consumo. O terceiro componente, o INCC, subiu 0,36% no mês.

O IGP-M é conhecido como inflação do aluguel porque serve de base para reajustes de contratos imobiliários. Mesmo com valor acumulado negativo, nem todos os aluguéis terão reajuste para baixo, já que alguns contratos permitem reajuste apenas quando o índice é positivo.

A Fundação Getulio Vargas (FGV) coleta preços em oito capitais, incluindo Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio, São Paulo e Salvador. O período de levantamento foi de 21 de fevereiro a 20 de março.

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