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Visão sombria das florestas de Alpine Ash questiona o dogma florestal

Austrália classifica as florestas Alpine Ash como ecossistema em perigo; manejo tradicional aumenta o risco de incêndio, elevando a necessidade de regeneração e proteção ambiental

Alpine Ash forest in the Baw Baw National Park, Victoria. Photo by Chris Taylor
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  • Em março, as florestas de Alpine Ash na Austrália continental foram listadas como Comunidade Ecológica Em Endangered (em perigo) sob a lei ambiental nacional.
  • As razões centrais são: desmatamento, incêndios de alta severidade recorrentes e a maior inflamabilidade de florestas logging-regeneradas.
  • Árvores jovens têm período juvenil longo, o que significa que incêndios frequentes podem eliminar osabbatias de Alpine Ash.
  • Métodos de manejo existentes, como desbaste mecânico e queimadas prescritas, tendem a aumentar o risco de incêndio e não mitigam os danos.
  • Caminho sugerido: interromper o desmate, evitar desbaste e queimadas amplas, ampliar bancos de sementes para regeneração artificial, e investir em detecção de incêndios e resposta rápida com recursos profissionais.

Apesar do valor ecológico, as florestas de Alpine Ash da parte continental da Austrália foram listadas como Comunidade Ecológica Em Perigo. A decisão, anunciada em março pelo governo australiano, ocorreu com base em recomendações de um comitê científico independente. O raciocínio envolve desmatamento, incêndios de alta severidade recorrentes e maior inflamabilidade nas áreas regeneradas.

O desmatamento contínuo e incêndios repetidos estão entre as principais razões para o risco. Além disso, as áreas cortadas e regeneradas apresentam maior propensão a pegar fogo, elevando a vulnerabilidade de espécies como o diabo- possum, já classificado como ameaçado. A decisão destaca que árvores jovens demoram a produzir sementes viáveis, o que agrava a fragilidade diante de novos incêndios.

O anúncio foi recebido com resistência por setores ligados à indústria madeireira, como a Australian Forest Products Association (AFPA). O comitê científico independente recomendou a proteção, enquanto o grupo de apoiadores da atividade madeireira contestou pontos sobre os impactos da exploração.

A conclusão aponta para um cenário de alto risco caso as práticas atuais permaneçam. A mudança de paradigma envolve frear o desmatamento, reduzir o uso de manejo que aumenta a inflamabilidade e buscar estratégias de recuperação a longo prazo.

Caminhos para o futuro

  • Parar a exploração comercial em florestas de Alpine Ash, já que o manejo atual aumenta a inflamabilidade.
  • Evitar técnicas como desbaste mecânico e queimadas extensivas, pois podem piorar o risco de incêndio.
  • Ampliar bancos de sementes para regeneração artificial em áreas atingidas por incêndios.
  • Investir em detecção de incêndios e resposta rápida, com uso de drones e aeronaves, para conter focos precocemente.

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