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Trabalho remoto associado a maior fertilidade, aponta estudo recente

Estudo internacional associa trabalho remoto à alta da fertilidade: 0,32 filho a mais por mulher quando ambos trabalham de casa pelo menos um dia por semana; nos EUA, chega a 0,45

Could remote work help reverse falling birth rates? New research suggests yes
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  • Um estudo que abrange 38 países mostra que, quando ambos os parceiros trabalham de home office pelo menos um dia por semana, a fertilidade vitalícia aumenta em 0,32 filho por mulher em relação a quem trabalha em sites do empregador ou de clientes; nos EUA, o aumento chega a 0,45.
  • Em média, a fertilidade por mulher passa de 2,26 filhos quando nenhum cônjuge trabalha de casa para 2,48 quando uma das partes o faz, e 2,58 quando ambos trabalham de home office; para o homem, o salto é para 2,36 filhos.
  • As possíveis explicações incluem: facilitar a conciliação entre cuidado infantil e trabalho; famílias com filhos escolherem empregos com opções de WFH; ampliar oportunidades de empregos mais favoráveis à parentalidade.
  • Os resultados variam por país, conforme a proporção de trabalhadores que já faz home office; Japão tem 21%, Vietnã 60% e o Reino Unido lidera a Europa com 54% de trabalhadores que já trabalham de casa pelo menos um dia por semana.
  • Se interpretado como causal, o home office representaria 8,1% da fertilidade dos Estados Unidos, equivalente a cerca de 291 mil nascimentos por ano em 2024.

O estudo liga o trabalho remoto à fertilidade mais alta. Pesquisadores liderados por Steven J. Davis analisaram 38 países, incluindo nações da Europa, para entender como o home office afeta nascimentos ao longo da vida.

O avanço revela que a fertilidade realizada e planejada aumenta em 0,32 filho por mulher quando ambos os parceiros trabalham de casa pelo menos um dia por semana, em comparação com casais que trabalham apenas em locais de empresa ou cliente. Nos EUA, o ganho é de 0,45 filho por mulher.

Na amostra, a média de filhos por mulher é 2,26 quando nenhum parceiro trabalha de casa. Se a mulher trabalha de casa pelo menos um dia, sobe para 2,48; se ambos trabalham de casa, chega a 2,58. Quando apenas o homem trabalha de casa, o resultado é 2,36 filhos.

O que explica o aumento

A pesquisa aponta três mecanismos possíveis: facilitar a conciliação entre cuidados com filhos e trabalho, escolhas de emprego menos sensíveis à modalidade de trabalho e expansão de oportunidades de empregos familiares.

All three relatos apoiam a ideia de que o home office facilita a combinação de criação de filhos e emprego, segundo os autores do estudo. A evidência é observada tanto antes quanto depois da pandemia.

Variações entre países

O impacto depende da taxa de prática de WFH por faixa etária de 20 a 45 anos. Em Japão, 21% trabalham de casa pelo menos um dia; em Vietnã, 60%. Países europeus costumam ter menor incidência de WFH, com o Reino Unido liderando a Europa em 54%.

Os resultados nacionais variam conforme a proporção de trabalhadores que adotam o WFH, refletindo diferenças de implementação após a pandemia.

Implicações e limites

A pesquisa sugere que, se interpretada causalmente, o WFH poderia influenciar a fertilidade em diversos países, chegando a mudanças expressivas em cenários com maior adoção do modelo híbrido ou remoto.

Estudos ressaltam que a viabilidade do WFH varia por profissão e organização. Políticas únicas para todos podem reduzir satisfação e produtividade, segundo os autores.

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