- O Brasil usa um amortecedor antigo e econômico contra choques de petróleo: etanol feito a partir de cana-de-açúcar ou gasolina com 30% de biocombustível.
- A ampla frota de veículos flex-fuel permite rodar com qualquer proporção de etanol e gasolina, em escala.
- Milhões de motoristas brasileiros têm a opção entre etanol puro e gasolina com biofuel.
- O programa começou em 1975, durante a ditadura, e evoluiu para reduzir a dependência do petróleo externo.
- A situação ocorre enquanto os mercados globais de petróleo enfrentam volatilidade devido ao conflito no Oriente Médio.
O Brasil está protegido, mesmo com a alta dos preços internacionais de petróleo, por um mecanismo antigo e barato, que também é ambientalmente responsável. Em todo o país, motoristas podem escolher entre etanol 100% de cana-de-açúcar ou uma gasolina com 30% de biocombustível.
O extenso parque de veículos flex-fuel do Brasil é único em tamanho e impacto. Esse conjunto de carros pode rodar com qualquer proporção de etanol e gasolina, o que reduz a dependência de petróleo importado. O programa nasceu na ditadura militar de 1975 e foi amadurecido na era democrática, com foco em resiliência energética.
Resiliência e escolhas de consumo
A flexibilidade de combustível ajuda a mitigar choques de preço e disponibilidade de petróleo no curto prazo. Em momento de tensão global pelo conflito no Oriente Médio, o Brasil mantém uma oferta estável de combustível, com a cana-de-açúcar fornecendo etanol de baixo custo para o mercado doméstico.
Quem observa o setor aponta que a matriz de etanol responde por uma parte relevante do abastecimento, aliviando pressões inflacionárias vinculadas ao petróleo. O sistema permite ajustes relativamente rápidos conforme o preço relativo entre etanol e gasolina muda.
Fonte: Associated Press
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