- Goldman Sachs manteve visão altista para o ouro, projetando patamar de US$ 5.400 por onça até o fim de 2026.
- A expectativa é sustentada por compras contínuas de bancos centrais e por dois cortes adicionais de juros dos EUA neste ano.
- No curto prazo, há risco de queda para até US$ 3.800 por onça caso o choque no fornecimento de energia se agrave.
- A possibilidade de a guerra do Irã acelerar a diversificação de ativos ocidentais sustenta o cenário positivo.
- Analistas ressaltam que é improvável venda de ouro por bancos centrais; países do Golfo podem liquidar títulos do Tesouro dos EUA, mantendo volatilidade moderada e compras oficiais em média de 60 toneladas por mês.
O Goldman Sachs manteve a visão de alta para o ouro, apontando novos ganhos até o fim de 2026, mesmo após a recente pressão de venda. A casa mantém a projeção de que o metal pode chegar a US$ 5.400 por onça.
A avaliação é de Lina Thomas e Daan Struyven, analistas da instituição. Eles destacam que a continuidade das compras pelos bancos centrais e mais dois cortes de juros dos EUA neste ano sustentam o cenário positivo.
Ainda assim, os técnicos destacam riscos de curto prazo, com potencial de recuo a US$ 3.800 por onça se o choque no fornecimento de energia se intensificar. A equipe ressalta que movimentos de política monetária continuam determinantes.
Para o médio prazo, a equipe observa que a volatilidade pode se manter moderada se não houver piora significativa no crescimento global. Nesse contexto, as compras oficiais devem acelerar, com média estimada em torno de 60 toneladas por mês.
A análise aponta que a reação do ouro à guerra no Irã permanece um fator relevante, com possível diversificação de ativos ocidentais. No cenário, não há expectativa de grandes vendas de ouro por bancos centrais para sustentar moedas.
Segundo os relatos, não haveria, no curto prazo, investimentos privados adicionais que alterassem essa dinâmica. O HSBC e outras instituições também monitoram as relações entre política monetária, inflação e demanda por ouro.
A matéria foi publicada pela Bloomberg com base em informações de mercado e entrevistas com os analistas do Goldman Sachs. As projeções consideram cenários de volatilidade e referências de política econômica globais.
Entre na conversa da comunidade