- O presidente do Ibama disse que a Petrobras deve concluir a pesquisa de viabilidade da Margem Equatorial em algumas semanas.
- O primeiro poço, Morpho, fica a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá e teve vazamentos de fluídos durante perfuração, problema já resolvido, segundo o órgão.
- A Petrobras iniciou a perfuração no ano passado; a região tem reservatórios turbidíticos, diferentes do pré-sal, e pode indicar viabilidade econômica futura.
- No início de fevereiro, o Ibama multou a Petrobras em R$ 2,5 milhões por vazamento registrado em janeiro; a estatal afirmou que o material liberado era biodegradável.
- Em março, a ANP autuou a Petrobras por falhas em procedimentos de segurança na sonda NS ODN-II; a empresa tem 15 dias para defesa, e 30 a 90 dias para corrigir irregularidades, com multa potencial de até R$ 2 milhões.
O Ibama aguarda a conclusão, em poucas semanas, da avaliação de viabilidade do petróleo na Margem Equatorial, feita pela Petrobras. A atualização foi dada pelo presidente do órgão, Rodrigo Agostinho, nesta quarta-feira, 1º de abr. 2026.
Segundo Agostinho, a Petrobras enfrentou problemas com vazamento de fluídos no poço Morpho, situado a cerca de 175 km da costa do Amapá. A situação, porém, estaria resolvida e a pesquisa de viabilidade deve ser concluída em breve.
A Petrobras iniciou a perfuração no ano passado. Ainda conforme o Ibama, houve interrupções devido aos vazamentos, mas a perfuração deve ser finalizada nas próximas semanas. A região é considerada geologicamente relevante para o petróleo.
Contratempos e sanções previstas
Em fevereiro, o Ibama multou a Petrobras em 2,5 milhões de reais por um vazamento registrado em 4 de janeiro, relacionado às operações na Margem Equatorial. A estatal afirmou que o material liberado era biodegradável e utilizado na perfuração.
Em março, a ANP autuou a Petrobras por falhas em procedimentos de segurança na sonda NS ODN-II, que perfura um poço na área. A irregularidade foi detectada durante fiscalização de 2 a 6 de fevereiro de 2026.
A Petrobras terá de corrigir as irregularidades em 30 a 90 dias, conforme a gravidade. A empresa tem 15 dias para apresentar defesa administrativa. Após essa etapa, a diretoria da ANP poderá aplicar multa entre 5 mil e 2 milhões de reais.
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