- A Abiquim afirma não haver risco de desabastecimento de resinas termoplásticas no Brasil no curto prazo.
- Segundo o presidente executivo, apenas 6% das importações brasileiras desse tipo de resina vêm do Oriente Médio.
- Estados Unidos, Colômbia e Argentina respondem por mais de sessenta por cento do suprimento de resinas consumidas no país.
- Medidas de defesa e tarifas ajudaram a manter a capacidade produtiva nacional, evitando paralisações.
- Existe preocupação com práticas predatórias de parceiros e com o potencial de aumentar a demanda caso haja percepção de desabastecimento.
A Abiquim garante que não há risco de desabastecimento de resinas termoplásticas no Brasil. O posicionamento foi divulgado pelo presidente executivo da associação, André Passos Cordeiro, em entrevista ao Hora News nesta quarta-feira (1º).
Segundo ele, apenas 6% das importações brasileiras desse tipo de resina vêm do Oriente Médio. Os maiores fornecedores são Estados Unidos, Colômbia e Argentina, que respondem por mais de 60% do suprimento utilizado pelo país.
Cordeiro afirmou que há produção nacional suficiente para atender possíveis quebras na cadeia de suprimentos e evitar impactos no curto prazo. No entanto, alertou para a necessidade de planejamento para não elevar a demanda de forma artificial.
Ele explicou ainda que práticas predatórias de alguns parceiros comerciais dificultam o cenário. Estados Unidos e China, segundo ele, costumam fornecer resinas a valores abaixo do custo de produção nesses países, o que complica a competição.
A partir de medidas de defesa, como incentivos e altas tarifárias, o Brasil manteve a capacidade produtiva. Ainda assim, ressaltou que aproveitar mais recursos naturais internos poderia ampliar a resiliência da indústria.
Para reforçar a segurança de abastecimento, Passos destacou a importância de planejar o suprimento e a transferência de canais de importação para a produção local, visando maior velocidade de resposta a crises.
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