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Setor de táxi aéreo alerta risco de voos inviáveis com reajuste do querosene

Reajuste de 55% no querosene pressiona custos do táxi aéreo, podendo inviabilizar voos, principalmente no interior do Amazonas

diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Táxi Aéreo, Gilberto Scheffer
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  • O setor de táxi aéreo alerta que reajuste de cinquenta e cinco por cento no querosene pressionará custos e pode inviabilizar voos em diversas regiões.
  • O combustível representa entre trinta e cinquenta por cento das despesas, fazendo voos já operarem no prejuízo ou se tornarem inviáveis.
  • Em regiões remotas, como o interior do Amazonas, o litro pode ultrapassar R$ 20, aumentando o risco de interrupção das operações.
  • O diretor Gilberto Scheffer, do Sindicato Nacional das Empresas de Táxi Aéreo, afirma que o querosene é transportado por caminhões e balsas movidos a diesel até localidades distantes, elevando o custo indireto.

O setor de táxi aéreo enfrenta um aperto financeiro após o reajuste no preço do querosene de aviação. O tema foi discutido nesta quarta-feira, 1º, em entrevista ao JR Entrevista com o diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Táxi Aéreo, Gilberto Scheffer. O repórter Yuri Achcar conduziu o diálogo.

Scheffer afirmou que o reajuste de cerca de 55%, anunciado pela Petrobras, aumenta significativamente os custos operacionais das empresas do setor. O combustível, hoje, representa entre 30% e 50% das despesas das operadoras.

Segundo o dirigente, várias rotas já operam no prejuízo ou estão inviáveis. Em regiões remotas, como o interior do Amazonas, o litro do querosene pode superar R$ 20, elevando o risco de interrupções no serviço.

Ele explicou ainda que o impacto é indireto: o querosene é transportado até locais distantes por caminhões e balsas movidos a diesel, o que eleva o custo logístico. O efeito cascata é mais acentuado nas regiões Norte e Centro-Oeste.

Impactos regionais

O diretor ressaltou que o aumento pressiona operações em várias regiões, especialmente nas áreas onde a demanda depende de voos de pequeno porte. A tendência é de maior custo por quilômetro voado e menor viabilidade econômica de rotas.

Além disso, a alta de combustível pode reduzir a oferta de voos em trechos menos lucrativos, segundo Scheffer. O debate envolve a necessidade de medidas setoriais para preservar serviços de aviação regional.

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