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Cité do Vinho de Bordeaux enfrenta a crise do vinho e resiste

Com financiamento próprio e sem subvenção pública, a Cité du Vin mantém público estável em meio à crise do vinho e amplia ações internacionais

Installée au bord de la Garonne, la Cité du Vin fête ses dix ans.
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  • Inaugurada há dez anos em bordeaux, a Cité du Vin é sucesso arquitetônico e turístico; hoje 20% dos visitantes vão especificamente ao local.
  • Concebida pela agência XTU Architects, a instituição é vista como farol da cidade e buscou inspiração no modelo Bilbao para criar apelo internacional.
  • Desde a abertura, já recebeu cerca de 3,5 milhões de visitantes; é o quarto museu mais visitado fora da Île-de-France; a presença de estrangeiros subiu de 25% em 2016 para 55% em 2025.
  • A Cité du Vin funciona de forma autônoma, sem subsídios públicos, com 23 € no ingresso integral (copo de vinho incluído) e uma cave com mais de 500 referências.
  • Além de exposições, a instituição atua como referência em engenharia cultural, já oferecendo projetos internacionais; destaca que a viticultura enfrenta queda de consumo, mas a visitação não caiu, com foco em atuação pedagógica e desmistificação do vinho.

Diante de mudanças profundas na filiera vitivinícola, a Cité du Vin de Bordeaux completo 10 anos nesta década como referência arquitetônica e turística. Inaugurado na cidade francesa, o equipamento busca refletir as transformações do setor e ampliar a atratividade local.

O prédio, projetado pela XTU Architects, é reconhecido pela arquitetura curvilínea e pelos reflexos dourados que mudam com a luz. Segundo o gerente-geral Philippe Massol, cerca de 20% dos visitantes vão a Bordeaux principalmente para conhecer a Cité.

Desde a abertura, o espaço recebeu aproximadamente 3,5 milhões de visitantes, tornando-se um dos museus mais visitados fora da Île-de-France. A presença de turistas estrangeiros cresceu de 25% em 2016 para 55% em 2025.

Atraindo tanto público quanto empresas, o local oferece exposições, eventos corporativos e oficinas de degustação, com uma cave de mais de 500 referências. O ingresso completo custa 23 euros, com vinho incluído, e a instituição opera sem subsídios, apenas com recursos próprios.

A Cité du Vin tornou-se modelo para outras regiões vinícolas, inspirando novos espaços culturais. Massol afirma que a equipe realiza também projetos de engenharia cultural e planeja um encontro global de cidades congêneres para compartilhar práticas e valorizar a herança vitivinícola.

Para a direção, a preservação patrimonial caminha junto à adaptação atual do consumo de vinho, que caiu drasticamente ao longo de décadas. A instituição sustenta que, mesmo sem o apoio público, a casa manteve a afluência, apoiada por captação privada entre 2011 e 2015.

Além disso, a Cité du Vin não pretende museificar demais o vinho. A gestão aposta em uma abordagem pedagógica e lúdica para explicar o métier do viticultor, os cenários e a relação com o meio ambiente, buscando tornar o vinho mais acessível sem perder sua complexidade.

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