- O membro do Banco Central Europeu, Yannis Stournaras, afirmou que a política monetária da zona do euro depende do tamanho e da natureza da interrupção do fornecimento de energia decorrente do conflito com o Irã, em Atenas, nesta segunda-feira, 6.
- Se o aumento no preço da energia for temporário, a necessidade de um ajuste na política monetária será limitada.
- Uma postura mais dura da política monetária seria esperada se a pressão do preço da energia for mais forte e persistente.
- A persistência desse adicional custo na energia pode afetar as expectativas de inflação de médio prazo e a evolução dos salários.
O Banco Central Europeu não fará ajuste automático da política monetária sem avaliar o tamanho e a natureza da interrupção no fornecimento de energia causada pelo conflito com o Irã. A linha de atuação dependerá de como esse choque se desenrolar na zona do euro.
Yannis Stournaras, membro do Conselho do BCE e presidente do Banco da Grécia, escreveu em uma reunião anual do banco central grego em Atenas. Ele indicou que o cenário econômico pode exigir respostas diferentes conforme o impacto energético.
Segundo o economista, se o aumento dos preços da energia for temporário, a necessidade de ajuste monetário tende a ser limitada. Já uma pressão mais forte e persistente pode levar a uma postura mais rígida na política.
A análise envolve expectativas de inflação de médio prazo e a evolução dos salários. O BCE monitora indicadores de energia, inflação e condições de mercado para calibrar futuras medidas.
Stournaras ressaltou que a decisão dependerá de como o choque energético se propaga pela economia e de seus efeitos sobre a demanda interna. O tema permanece central para a condução da política na zona do euro.
Entre na conversa da comunidade