- Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, afirma que a guerra no Irã pode provocar choques nos preços do petróleo e de commodities, mantendo a inflação elevada e levando as taxas de juros a subirem além do que o mercado espera.
- A warning ocorre em carta anual aos acionistas, após Donald Trump intensificar a pressão sobre o Irã com planos de atacar usinas de energia e pontes se não reabrir o Estreito de Ormuz.
- O S&P 500 encerrou o pior semestre desde 2022, puxado pela guerra e pelo recuo nos preços da energia, com o mercado já descartando cortes de juros neste ano em razão da inflação.
- Dimon disse que a economia dos EUA segue resistente, com consumo ainda em alta, mas dependente de gasto público, estímulos e investimentos previstos, incluindo infraestrutura.
- Sobre crédito privado, o executivo afirmou que, apesar de o mercado parecer pequeno em relação ao total, pode sofrer perdas maiores em cenários de enfraquecimento do crédito, e criticou propostas atuais de regras de capital.
O CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, afirmou que o conflito com o Irã pode provocar choques no preço do petróleo e de commodities, elevando a inflação e levando as autoridades a manter ou subir as taxas de juros acima das expectativas.
Dimon descreveu a guerra como um risco significativo para o cenário econômico dos EUA, citando impactos nas cadeias globais de suprimentos e no custo de vida. A declaração foi veiculada em uma carta anual aos acionistas.
O anúncio ocorre no dia seguinte a ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de atacar alvos energéticos no Irã caso o estreito de Ormuz não seja reaberto. A tensão aumentou sobre o mercado de energia.
O Ibovespa americano S&P 500 passou por um semestre difícil, marcando o pior desempenho desde 2022, com favorecimento de volatilidade devido a temores geopolíticos e ao encarecimento da energia. O Fed não sinalizou cortes de juros nos próximos meses.
Dimon ressaltou que o crédito privado, avaliado em cerca de 1,8 trilhão de dólares, pode enfrentar maior propensão a perdas se o ciclo de crédito se deteriorar, mesmo com a percepção de que o setor não representa risco sistêmico.
Para o executivo, os custos de financiamento devem permanecer elevados diante de tensões geopolíticas e da necessidade contínua de gastos em infraestrutura, além de fatores como a política fiscal e a desregulamentação.
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