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Demanda global por cobre deve crescer, Brasil pode ganhar espaço

Demanda global por cobre deve disparar até 2035; Brasil busca ampliar participação com novos projetos e investimentos

Os nódulos polimetálicos encontrados no fundo do mar na Zona Clarion-Clipperton, como o visto aqui, são ricos em manganês, cobre, cobalto e níquel
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  • A demanda global por cobre deve crescer com a eletrificação, tecnologias e IA, e a Agência Internacional de Energia projeta déficit de até 30% até 2035 se não avançarem novos projetos.
  • O Brasil responde como possível guardião dessa pauta: hoje produz cerca de 1% do cobre mundial, com o Pará como principal polo, e deve receber cerca de US$ 8,6 bilhões em investimentos até 2030.
  • Os preços do cobre já atingiram recordes, passando de US$ 12 mil por tonelada em dezembro de 2025 e chegando a mais de US$ 14,5 mil por tonelada em janeiro de 2026.
  • Entre os projetos em destaque estão o Furnas, da Ero Copper em parceria com a Vale, com investimento inicial estimado em US$ 1,3 bilhão e produção anual inicial de cerca de 70 mil toneladas; a empresa aponta vida útil de 24 anos.
  • A Vale planeja investir US$ 3,5 bilhões até 2030 para ampliar a produção na região de Carajás, Pará, buscando chegar a aproximadamente 700 mil toneladas por ano até 2035. Também há foco em novas descobertas em Carajás, Curaçá, Arco Magmático de Goiás e outros polos.

A demanda global por cobre deve crescer de forma acelerada nos próximos anos, impulsionada pela eletrificação da economia e avanços tecnológicos. Brasil, com reservas relevantes, pode ganhar espaço nesse cenário.

O cobre é essencial para transmissão de energia, redes elétricas, veículos elétricos, turbinas, painéis solares, baterias, eletrônicos e infraestrutura digital. Mesmo a IA tende a aumentar o consumo, devido à energia dos data centers.

A IEA alerta para déficit de oferta de até 30% até 2035, caso novos projetos não avancem. Os preços já refletem essa pressão, com o cobre acima de US$ 14,5 mil a tonelada em jan/2026, após romper US$ 12 mil em dez/2025.

No Brasil, a produção representa ~1% do mercado global, com minas concentradas no território nacional. Estudo do Ibram aponta expectativa de investimentos de US$ 8,6 bilhões no setor até 2030.

Pará segue como principal polo, abrigando minas como Sossego e Salobo, em Carajás. Goiás figura como segundo maior produtor, com Chapada, e Serrote, em Alagoas, iniciou operações em 2021.

Apesar da participação ainda menor no ranking mundial, autoridades do setor veem potencial para ampliar a produção brasileira, diante de grandes reservas e projetos em andamento.

Potencial para novas descobertas

O Serviço Geológico do Brasil aponta o cobre entre prioridades estratégicas, com foco em Carajás. Outras regiões, como Vale do Curaçá (BA) e Arco Magmático de Goiás, também apresentam potencial para novos depósitos.

Há áreas menos exploradas, como Rondônia–Juruena–Teles Pires e Tapajós, consideradas promissoras para futuras descobertas de cobre, segundo o Panorama Nacional do Cobre.

O governo ressalta que essas áreas podem ampliar a produção nacional, reforçando o papel do Brasil no mercado mundial de cobre, ao lado de Chile, Peru e RDC.

Um dos projetos mais aguardados é Furnas, da Ero Copper em parceria com a Vale. Estudos preliminares indicam uma vida útil de 24 anos e produção média anual de 108 mil t de cobre equivalente nos primeiros 15 anos.

O plano de Furnas prevê produção anual de cerca de 70 mil t de cobre, com ouro e prata como subprodutos, ajudando a reduzir custos. Investimento inicial estimado é de US$ 1,3 bilhão.

Vale aposta no cobre

A Vale anunciou investimentos de US$ 3,5 bilhões até 2030 para ampliar a produção de cobre em Carajás, Pará. A meta é quase dobrar a produção até 2035, para aproximadamente 700 mil t/ano.

Em entrevista durante o PDAC, o CEO Gustavo Pimenta afirmou que o cobre deve ser um pilar da estratégia futura da empresa, destacando a necessidade de crescer a oferta global.

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