- O imposto de importação sobre veículos elétricos deve chegar a 35% em julho de 2026, conforme a colunista Maria Carolina Gontijo, a Duquesa de Tax.
- O Brasil abriu o mercado em 2015 com redução de tarifas, mas desde o fim de 2023 o governo voltou a aumentar tributos gradualmente.
- A Anfavea aponta que a cadeia automotiva emprega cerca de 1,3 milhão de pessoas no país.
- Programas como o Mover destinam 19,3 bilhões de reais em créditos para pesquisa e desenvolvimento, buscando atrair montadoras, incluindo a BYD na Bahia.
- Especialistas destacam que elevar impostos aumenta o preço final dos carros e pode dificultar a transição energética, exigindo medidas para melhorar o ambiente de negócios.
O imposto de importação sobre veículos elétricos deve chegar a 35% em julho de 2026, segundo análises de cobertura econômica. A tarifa acompanha o fim de uma abertura iniciada em 2015, quando alíquotas praticamente zeradas foram implementadas. O objetivo official é defender a indústria e empregos no Brasil.
A Anfavea aponta que a cadeia automotiva brasileira sustenta cerca de 1,3 milhão de empregos. Em paralelo, o governo avalia tarifas mais altas como forma de equilibrar a competição com subsídios estrangeiros e incentivar a nacionalização da produção, especialmente frente a fabricantes chinesas.
A colunista Maria Carolina Gontijo, a Duquesa de Tax, lembra que o custo elevado atinge diretamente o consumidor. Análises destacam que aumentos tarifários não garantem competitividade per se e podem dificultar a transição para veículos mais eficientes, caros no curto prazo.
Impacto na indústria e no consumidor
O programa Mover prevê 19,3 bilhões de reais em crédito para pesquisa e desenvolvimento, buscando atrair montadoras ao Brasil, como ocorreu com a BYD na Bahia. Também se reforçam incentivos para fomentar a indústria local, com foco em inovação.
Especialistas ressaltam que políticas públicas devem acompanhar o aumento de tarifas com melhoria no ambiente de negócios e redução de custos para o comprador, para evitar efeito contrário à transição energética.
A reportagem destaca a necessidade de equilíbrio entre proteção tarifária e competitividade, evitando mercados fechados que atrasem a integração do Brasil a padrões globais de produtividade e tecnologia.
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