- O PMI de serviços do Brasil caiu para 50,1 em março, ante 53,1 em fevereiro, ficando próximo da linha de 50 que separa crescimento de contração.
- A demanda recuou e houve menor captação de clientes; novos pedidos diminuíram pela primeira vez em cinco meses, ainda que de forma marginal.
- Pressões inflacionárias aumentaram com o aumento dos custos de insumos, impulsionados por itens como bebidas, alimentos, frete, combustível, mão de obra, entre outros.
- As empresas elevaram preços de venda em março para proteger margens, no ritmo mais intenso desde outubro, o que limitou a demanda.
- Emprego no setor de serviços registrou o segundo aumento mensal consecutivo; o PMI Composto indicou estagnação do setor privado, em 49,9 em março.
O PMI de serviços do Brasil mostra o setor praticamente estagnado em março, diante da intensificação das pressões sobre preços decorrentes da guerra no Oriente Médio. O índice caiu para 50,1, ante 53,1 em fevereiro, ficando próximo do limite que separa expansão de contração.
Empresas do setor relataram queda na demanda e menor captação de clientes, com redução da renda familiar e condições econômicas desafiadoras. Novos pedidos recuaram pela primeira vez em cinco meses, ainda que de forma marginal.
Custos de insumos subiram, impulsionados por gastos com bebidas, alimentação, frete, combustível, mão de obra, serviços e software. A elevação de preços para proteger margens reduziu a demanda, segundo relatos coletados pela pesquisa.
A guerra no Oriente Médio foi apontada como fator que elevou o custo dos combustíveis e ampliou pressões inflacionárias. Analista da S&P Global aponta Marcha desafiadora para provedores de serviços, com resultados pressionados pelas altas taxas de juros.
Apesar do aperto, o emprego no setor de serviços registrou o segundo aumento consecutivo em março, sinal de criação de vagas ainda que o ritmo tenha desacelerado. Expectativas para os próximos 12 meses permanecem, porém mais cautelosas diante de custos e eleições.
A composição do PMI no Brasil também registrou estagnação do setor privado em março, com o PMI Composto caindo a 49,9, ante 51,3 em fevereiro.
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