- O índice de serviços do ISM caiu de 56,1 em fevereiro para 54,0 em março, ficando acima de 50 ainda com sinal de desaceleração.
- Economistas esperavam leitura de 54,9, mantendo o setor de serviços em expansão, que responde por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA.
- O índice de preços pagos pelas empresas para insumos subiu para 70,7, a maior leitura desde outubro de 2022, sinalizando pressões inflacionárias maiores.
- O aumento dos preços está ligado ao conflito entre EUA/Israel e Irã, que elevou os preços globais do petróleo e empurrou a gasolina para acima de US$ 4 por galão no varejo.
- O Federal Reserve manteve a taxa de juros em 3,50% a 3,75%, com economistas revisando as perspectivas de cortes este ano diante das pressões inflacionárias.
O setor de serviços dos EUA desacelerou em março, segundo o ISM. O índice de gerentes de compras não manufatureiro caiu de 56,1 em fevereiro para 54,0 no mês passado. Economistas consultados pela Reuters previam 54,9. A leitura acima de 50 aponta crescimento.
A leitura indica que, ainda que o setor continue expandindo, o ritmo de crescimento diminuiu frente a fevereiro. O setor de serviços responde por mais de dois terços da atividade econômica norte‑americana. O relatório também mostra que o índice de preços pagos por insumos atingiu 70,7, o maior nível desde outubro de 2022.
O aumento dos preços reflete pressões de custos para as empresas. A leitura de 70,7 substitui 63,0 em fevereiro. Analistas atribuem parte da elevação às tarifas associadas a políticas comerciais, ainda que tenham passado por mudanças nos tribunais e no governo.
Paralelamente, o mercado acompanha o conflito no Oriente Médio, com EUA e Israel contra o Irã. O petróleo elevou os preços globais e a gasolina nos EUA passou de US$ 4 por galão pela primeira vez em mais de três anos. Economistas esperam que o impacto da guerra surja no CPI de março.
As consequências para a inflação influenciam a política monetária. O Federal Reserve manteve a taxa de juros entre 3,50% e 3,75% na última reunião. A ata indica foco em monitorar impactos de choques de custo e de demanda, sem sinal de cortes iminentes.
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